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Greve | Petroleiros de Santos estão em greve por emprego e pela segurança de todos

Os petroleiros de Santos cruzaram os braços na quinta-feira à noite e seguem em luta pela segurança operacional no Terminal e pelo aumento do efetivo empregado em cada turno.

sábado 18 de setembro | Edição do dia

Os petroleiros do Terminal de Santos, conhecido no sistema Petrobras e na região como Terminal de Alemoa, estão em greve desde quinta-feira as 19hs. A greve iniciada com o turno que entraria naquela quinta à noite continua e se fortaleceu na sexta-feira com a adesão dos terceirizados.

A greve dos petroleiros desse importantíssimo terminal, crucial na logística de Gás de Cozinha e de combustível de navios no país está pautada pela gritante e crescente falta de segurança no terminal. Ano a ano os gestores locais da Transpetro – subsidiária de transportes da Petrobras – tem reduzido o efetivo do local, expondo os petroleiros e todos moradores da Baixada Santista a imensos riscos. Com menos petroleiros há menos empregos, trabalho exaustivo para os que seguem na unidade e riscos maiores de explosões e vazamentos.

Para aumentar os lucros dos acionistas privados –e imperialistas – das Petrobras a empresa holding e todas suas subsidiárias tem promovido violentos cortes de pessoal, próprio via aposentadoria e devolução de funcionários à holding, e corte de efetivo de terceirizados. Os gestores são premiados com adicionais por cumprirem suas metas de corte de efetivo, gerando trabalho cansativo e riscos para toda a população.

Informações do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista o terminal contava com 16 operadores por turno no passado recente e agora está com somente 9 trabalhadores, a ANTAQ (Agência Nacional de Transporte Aquaviário) prevê um número ainda maior do que existia no passado recente, 17 operadores por turno.
O caso do Terminal de Alemoa não é exclusivo. Em todo sistema Petrobras há queda de efetivo e riscos iminentes para os petroleiros e todas comunidades circundantes. Trata-se de um crime em andamento feito para abrir caminho às privatizações e ao mesmo tempo aumentar o lucro privado de acionistas.

A vitória dos petroleiros de Alemoa pode ser um ponto de apoio aos petroleiros em todo o país em sua luta contra situações similares e contra as privatizações, como as ocorridas na Bahia e no Amazonas. Para a vitória dos trabalhadores de Santos é crucial o apoio dos sindicatos petroleiros de norte a sul do país, unificando essa importante categoria, permitindo o inicio de um plano de luta nacional que faça frente à privatização e crescente precarização do trabalho.

Com informações e fotos do Sindipetro Litoral Paulista




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