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PETROBRAS | Petrobras lucra com precarização do trabalho, privatização e combustíveis caros

Resultados do primeiro trimestre foram abaixo do esperado pelos vampiros do mercado financeiro, mas ainda assim registraram lucro de R$ 1,17 bilhão no período. Esse lucro foi atingido através da precarização do trabalho de seus funcionários e de terceirizados, com diversos casos de Covid, com os seguidos aumentos nos combustíveis, além das privatizações que vem ocorrendo.

sexta-feira 14 de maio | Edição do dia

(Foto: Flávio Emanuel / Agência Petrobras)

O lucro da empresa foi diminuído pela variação do dólar, o que fez com que seus gastos com juros e financiamentos fosse bastante alto. No entanto, esse resultado, que levou grande bancos do mercado financeiro a dizerem que esperam distribuição de dividendos em breve, foi construído em base a precarização e a privatização.

Os trabalhadores da Petrobras, tanto efetivos quanto terceirizados, têm ficado embarcados por períodos mais longos do que a que a própria lei permite. Além disso, surtos de Covid em refinarias e plataformas ocorreram pelo país, gerando inclusive paralisações.

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Além disso, a empresa tem privatizado ativos para o capital internacional, o que significa um enfraquecimento de sua capacidade produtiva e da capacidade de gerar lucros no futuro, bem como uma liquidação do patrimônio nacional.

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Como se não bastasse, a atual política de preços, que serve para garantir lucros para os acionistas privados atuais e para fortalecer o projeto de privatização da Petrobras, tem significado enormes aumentos no preço dos combustíveis e do gás de cozinha, que já chega a ser vendido por 120 reais o botijão em algumas regiões do Brasil.

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Por isso não há nada a se comemorar com os resultados da Petrobras, pois 43% vai para acionistas estrangeiros em Nova York, e outra parte fica com acionistas da Bovespa. Se faz fundamental, então, a luta contra a privatização da estatal, contra a precarização do trabalho e por uma política de preços que garanta combustíveis para os trabalhadores, e não o lucro dos acionistas privados.




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