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Petrobras | Petrobras entrega R$87,8 bilhões em dividendos enquanto ataca petroleiros

Ontem, 28/07, a Petrobrás antecipou o pagamento de dividendos para o mercado financeiro somando 87,8 bilhões de reais. Deste valor, 32 bilhões serão pagos à União e o restante será dividido entre os acionistas. Isso ocorre em meio a um contexto de ataques à categoria dos petroleiros, com ameaças de privatização e ataques como o não reajustes dos salários e imposição de jornadas de trabalho extenuantes.

sexta-feira 29 de julho | Edição do dia

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A Petrobras, dirigida pelo indicado de Bolsonaro, Caio Paes de Andrade, antecipou no dia de ontem o pagamento dos dividendos da empresa. Isso significa que a maior parte dos lucros da empresa é totalmente reservada aos acionistas, ou seja, o mercado financeiro.

Os acionistas tinham expectativa de que os dividendos totais distribuídos pela empresa fosse de R$ 40 bilhões, mas foram surpreendidos com os quase 90 bilhões de reais aprovados.

"A aprovação do dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazo e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural", informou a estatal em comunicado.

Isso ocorre em um contexto onde se ataca os direitos dos petroleiros com ameaças de privatização e corte de direitos. A Regap em Betim (MG) está sob ameaça de ser privatizada, e os trabalhadores de lá fizeram uma manifestação em 18/07 contra este ataque neoliberal de Bolsonaro e Guedes, que buscam colocar a empresa a serviço do capital financeiro e do lucro.

Também tem ocorrido ataques a direitos, como na refinaria RPBC e Termelétrica (UTE-EZR), localizada no município de Cubatão, no estado de São Paulo, que pertence à Petrobras. A empresa tentou impor um acordo coletivo onde se recusam a reajustar o salário de acordo com a inflação e tentam impor uma jornada de trabalho 3x2, ao contrário do que a categoria deliberou em assembleia, de uma jornada 6x4. Os trabalhadores da refinaria entraram em uma greve que durou 3 dias contra essa nova jornada e conseguiram suspender a implementação da nova tabela.

Também a esses ataques à categoria se soma o aumento da carestia de vida ligada ao aumento do preço dos combustíveis, que é repassado para grande parte dos produtos da economia, aumentando por sua vez a inflação. Bolsonaro e Guedes buscam priorizar os lucros dos acionistas do mercado financeiro do que as condições de vida de toda a classe trabalhadora, utilizando-se cinicamente de medidas populistas como a PEC Kamikaze para conseguir manter sua base social.

O Sindipetro RJ anunciou que irá se mobilizar contra as privatizações e ataques do governo. É necessário que as grandes centrais sindicais como a CUT e a CTB rompam sua paralisia e convoquem assembleias de base em seus sindicatos para fazer uma frente consequente contra todos os ataques do governo Bolsonaro e para que seja possível que se coloque a Petrobras não a serviço do grande capital, mas sim da classe trabalhadora. Para isso é indispensável a unidade dos setores da classe trabalhadora organizada, e não a unidade com a burguesia como faz o PT com a chapa eleitoral Lula-Alckimin.




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