Economia

CRISE NA PETROBRÁS

Petrobrás: TCU aponta superfaturamento de R$544 milhões nas obras do Comperj

Nesta quarta-feira (5), o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um superfaturamento de R$ 544 milhões em obras do Comperj determinando o bloqueio de bens das empresas suspeitas de envolvimento nas irregularidades.

quinta-feira 6 de abril de 2017| Edição do dia

Nesta quarta-feira (5), o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um superfaturamento de R$ 544 milhões em obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) - da Petrobras - determinando o bloqueio de bens das empresas suspeitas de envolvimento nas irregularidades.

Techint Engenharia e Construção S.A., Alusa Engenharia, Skanska Brasil LTDA., Promon Engenharia LTDA., Engevix Engenharia S.A, Queiroz Galvão S.A., Iesa Óleo e Gás S.A. e Galvão Engenharia S.A foram as empresas que tiveram seus bens bloqueados.

A construtora Andrade Guttierrez, por sua vez, não terá seus bens bloqueados por um acordo de delação premiada que esta empresa fez dentro da operação Lava Jato. Qualquer medida contra as empresas envolvidas, caso venha a se comprovar a corrupção, só será determinada com a conclusão do processo, o que não tem prazo para ocorrer.

Assim, mais uma vez, se mostra a função dos acordos de delação premiada: privilegiar corruptos e corruptores da classe dominante que estiverem dispostos a fornecer informações ao judiciário.

A auditoria verificou contratos das obras de implantação das unidades de Destilação Atmosférica e a Vácuo, de Hidrocraqueamento Catalítico e de Coqueamento Retardado do Comperj, estruturas usadas no refino de petróleo. Segundo o ministro Vital do Rêgo, relator do processor, o valor do prejuízo, de R$ 544 milhões, é em valores de 2010, quando foi feita a auditoria.

Que os capitalistas paguem a crise da Petrobrás!

As investigações do TCU não servem para acabar com a corrupção na Petrobrás. Elas somente demonstram como a crise pela qual passa a estatal é de total responsabilidade das empresas e empresários envolvidos nos negócios, assim como também de seus executivos e de outros cargos políticos. A Lava-Jato e outras investigações do judiciário que envolvem a Petrobrás buscam não combater a corrupção nesta estratégica empresa estatal, mas legitimar cada vez mais sua entrega ao capital privado, sobretudo imperialista, como Temer já vem garantindo.

A única forma de realmente enfrentar a crise e a corrupção estrutural da Petrobrás é através de sua total reestatização sob controle dos trabalhadores. Apenas com os trabalhadores organizados gerindo a Petrobrás é que poderíamos realmente ir até o fim na abertura das contas da empresa, além de garantir o confisco de bens de corruptos e corruptores sem indenização.




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