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POBREZA | Pesquisa da ONU estima que 580 milhões novos pobres podem surgir com a crise mundial

Pesquisadores da ONU afirmam que a pobreza pode chegar a novas 500 milhões de pessoas com a crise econômica, baseando-se na queda da capacidade de consumo destas neste período turbulento, que já assume características recessivas, mas que muitos analistas apontam uma provável depressão.

terça-feira 14 de abril de 2020 | Edição do dia

A pesquisa baseou-se em dados de 160 países do World Bank’s PovcalNet, levando em conta toda população e seu consumo domiciliar per capita com linhas de pobreza de US$1.90, US$3.20 e US$5.50 por dia. A pesquisa chegou a meio bilhão de pessoas que estariam na linha da pobreza, levando em conta a queda do consumo médio de 5%, 10% e 20%, seguindo esta ordem, 140 milhões, 280 milhões ou 580 milhões de pessoas poderiam tornar-se pobres.

A The Economist afirma que países pobres podem ser devastados pela pandemia, como seria o caso de várias nações na América Latina, África e Ásia, os especuladores da dívida pública mantém os governos entreguistas e subordinados das nações colonizadas e dependentes pagando as dívidas públicas que enriquecem especuladores bilionários. Nos EUA o Banco Nacional injetou trilhões de dólares para bancos e grandes empresas, mas o país passou a ter 16 milhões de novos desempregados nas últimas semans, levando a filas para ter acesso ao auxílio desemprego.

Outras pesquisas apontam que são as populações trabalhadoras, tanto das cidades como do campo, dos países “em desenvolvimento” as que mais podem sofrer as duras consequências de uma crise sanitária mundial que fez explodir a crise econômica, que já vinha sendo esperada. Mas também as populações de trabalhadores e pobres que vivem os países imperialistas com o capitalismo desenvolvido pagaram pela crise, se os cenários projetados pelas diversas pesquisas se confirmarem, que variam nos números mas não em qual classe sofrerá as consequências.

Os dados só mostram o que já temos denunciado aqui, no Esquerda Diário. A polarização que vemos no Brasil de embates demagógicos sobre “salvar” vidas ou a economia encontra vozes a nível internacional, acabam por representar a mesma faceta de um sistema econômico que é incapaz de voltar sua colossal estrutura produtiva mundial para a produção do essencial para o combate da pandemia, como máscaras, respiradores, etc. já que a lógica capitalista de mercado baseado no lucro e competição impede que vidas sejam salvas e que centenas de milhões não caiam na miséria, enquanto os grandes capitalistas e bancos são salvos.




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