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GENOCÍDIO PALESTINO | Pesados ​​bombardeios israelenses elevam a mais de 200 os mortos em Gaza

O massacre do exército israelense continuou desde a madrugada desta segunda-feira. Já são mais de 200 mortos, incluindo 59 meninos e meninas. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que não há evidências que comprovem que o Hamas operou no prédio destruído onde operavam várias agências de notícias.

segunda-feira 17 de maio | Edição do dia

Israel lançou um dos ataques mais fortes em Gaza nessa segunda-feira.

Durante a madrugada, 54 combatentes israelenses atacaram a cidade palestina pelo oitavo dia. Embora eles insistam que os alvos sejam os túneis subterrâneos usados ​​pelas milícias islâmicas, edifícios e casas destruídos foram registrados novamente, assim como novas vítimas.

Segundo os moradores da cidade de Gaza, cujas ruas estavam desertas hoje, os ataques desta manhã foram ainda mais intensos do que os que ontem deixaram 42 mortos na região e destruíram três prédios.

Desde o início dos ataques, pelo menos 200 palestinos foram mortos por ataques aéreos e de artilharia israelenses em Gaza, incluindo 59 menores e 35 mulheres, e mais de 1.300 ficaram feridos, de acordo com o Ministério da Saúde local.

O brutal massacre foi repudiado em dezenas de cidades ao redor do mundo. Além disso, desde sábado, Israel tem recebido críticas internacionais por bombardear e destruir um prédio alto na Cidade de Gaza, onde a agência de notícias dos EUA The Associated Press e a rede de notícias do Catar Al Jazeera tinham seus escritórios.

O ataque abriu uma fissura nas últimas horas entre Israel e seu principal aliado, os Estados Unidos. No domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse à rede americana CBS que o prédio era um alvo "perfeitamente legítimo" e que Israel repassou todas as informações sobre o ataque aos Estados Unidos.

No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse hoje que seu país ainda não recebeu evidências de Israel para fundamentar suas alegações de que o Hamas operava em um prédio.

"Pouco depois do ataque, pedimos detalhes adicionais sobre a justificativa" para o bombardeio, disse Blinken durante uma visita à Dinamarca. “Não vi nenhuma informação fornecida”, acrescentou, citado pela CNN.

Depois de se diferenciar do primeiro-ministro israelense nesse ponto, Blinken disse que "continuaremos realizando uma diplomacia ativa para encerrar este ciclo de violência". A "diplomacia ativa" dos EUA está cheia de cinismo e manchada de sangue, como mostra estes dias de bombardeios. Mas o novo massacre em Israel está começando a gerar problemas em dezenas de países, bem como no próprio Partido Democrata.

Os Estados Unidos mais uma vez vetaram neste domingo a possibilidade de o Conselho de Segurança da ONU emitir qualquer questionamento sobre o que consideram "direito de Israel de se defender", ou seja, massacrar palestinos.

Enquanto isso, as mobilizações de solidariedade com o povo palestino se multiplicam em todo o mundo. Da América, Europa, Ásia a grande parte do mundo árabe. Os protestos palestinos também estão crescendo na Cisjordânia, em Jerusalém e nas cidades mistas de Israel. A tal ponto que várias organizações, muitas delas jovens, convocaram uma greve geral para esta terça-feira 18.




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