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Demissões Políticas | Perseguições na Comlurb: empresa demite e suspende trabalhadores usando acusações falsas

quarta-feira 27 de outubro | Edição do dia

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro vem perseguindo os trabalhadores da empresa que ousam se manifestar contra os abusos de sua direção e de Eduardo Paes. Além de demitir André Balbina e Bruno da Rosa (membro da CIPA), a empresa ainda suspendeu diversos outros trabalhadores. No dia 28/10, às 14h, haverá nova manifestação dos trabalhadores com concentração na Central, para a qual chamamos todos à levar apoio.

A direção da empresa alega que os trabalhadores teriam invadido a própria sede da empresa, na Major Ávila, em manifestação ocorrida no dia 07 de outubro. Nas cartas de suspensão, a empresa avisa que identificou o trabalhador nesta manifestação, e por isso o suspendeu. Mas a verdade é que se pegarmos as imagens da câmera, ficará evidente que o portão da sede da empresa estava aberto. E além disso, os trabalhadores que entraram na empresa única e exclusivamente para protocolar suas reivindicações.

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No dia 07, a empresa recebeu representantes da manifestação e foi protocolada a carta de reivindicações destes trabalhadores: exigiam poder escolher outro plano de saúde, sem ter que pagar coparticipação, negociação do acordo coletivo de trabalho congelado desde 2019, dentre outras reivindicações. Depois disso, a manifestação se encerrou sem nenhum incidente.

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Dezenas de testemunhas oculares presenciaram o momento de entrada na empresa, o portão estava aberto - a Comlurb não mostra estas imagens da câmera de segurança porque ficará claro a falsidade das acusações.

A direção da Comlurb esperou que os trabalhadores saíssem, para daí, atacar com medidas autoritárias e ilegais. Demitiu um membro da Cipa (Bruno), que tem estabilidade e não pode ser demitido, demitiu também o gari André, e suspendeu diversos outros que lá estavam, acusando os trabalhadores de invadir a sua própria empresa. Se houve invasão, onde estão os danos ao patrimônio da empresa?

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Os verdadeiros invasores da Comlurb são membros do alto escalão da direção, presidente, diretores, superintendentes e gerentes, todos cargos indicados de políticos que lá estão para defender seus próprios interesses, não os da empresa. Por isso precisamos somar à mobilização dos trabalhadores da Comlurb, neste dia 28 às 14h na Centra do Brasil, exigindo a Reintegração imediata de Bruno da Rosa e André Balbina e o atendimento das reivindicações da categoria.

É preciso apoiar a luta dos trabalhadores da Comlurb, apoiar suas reivindicações e lutar pela reintegração já, de Bruno da Rosa e André Balbina! Contra a perseguição política realizada pela Comlurb a mando de Eduardo Paes contra os trabalhadores. Pelo direito democrático de manifestação dos trabalhadores!

A mesma perseguição política feita hoje fortalece também para a prática cotidiana do assédio moral feito contra o trabalhador em diversas ocasiões dentro da empresa, como quando há casos de acidente de trabalho e a empresa coage o trabalhador a não abrir a ocorrência. Os mesmos diretores e gerentes responsáveis por perseguir politicamente são os que recebem de 30 a 57 mil reais de salário, enquanto que, para o gari, o seguro de vida em caso de morte no trabalho paga apenas R$ 10 mil.




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