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Repressão à juventude | Perseguição à juventude: Governo Rui Costa (PT) proíbe festas paredão na Bahia

Foi anunciado no dia 13 de outubro pelo governador do Estado da Bahia, Rui Costa (PT), a proibição de festas paredão no estado. Costa informou que essa decisão foi tomada após a morte de seis pessoas no bairro do Uruguai em Salvador.

terça-feira 19 de outubro | Edição do dia

Ao informar essa decisão, o governador disse “quem está financiando a morte dessas jovens infelizmente é o fluxo financeiro do comercio das drogas”. Essa proibição é uma falácia, pois a classe dominante e os políticos fazem festas com uma vasta abundância de drogas e não são reprimidos como os jovens baianos estão sendo. Ademais isso prova ainda mais a perseguição política com a população negra, pois sabemos que nos paredões esses são os maiores frequentes, além de serem realizados em bairros periféricos, como foi o caso no bairro do Uruguai em Salvador.

Essa proibição serve para fazermos uma análise crítica, já que as festas na periferia são proibidas e da alta elite não são, fazendo assim uma ligação do porquê não há um combate do fluxo comercial do tráfico antidrogas, pois o mesmo é promovido pelos próprios setores dentro do estado, que criminaliza a população pobre das comunidades. Lembrando da tragédia do jacarezinho no Rio de Janeiro, que antes mesmo dos corpos serem identificados, o vice-presidente de Bolsonaro, Hamilton Mourão disse “que eram bandidos” dando total liberdade para matar corpos negros.

Contudo podemos observar que os jovens e adolescentes encontram-se sem perspectivas, com saúde mental abalada, pois o sistema capitalista tira as esperanças de um mundo melhor, e sabemos que não podemos confiar nesse sistema nem nos seus representantes que oprimem os jovens e a classe trabalhadora, onde querem enfiar na nossa garganta que a culpa de toda violência existente está na própria comunidade, quando ao analisarmos os fatos vemos que são os próprios quem garantem toda a criminalização.

O índice de violência no estado da Bahia tem aumentado bastante junto com a miséria da população que moram nos bairros mais periféricos. A proibição dos paredões é um flagelo para todos que sobrevivem desta festa que já se tornou cultura para população baiana. Afirmando também que o governador perdeu o “controle” sobre a segurança pública, isso apenas nos mostra que essa segurança nunca foi para as comunidades e sim para proteger a propriedade privada.




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