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REVOGAÇÃO DAS REFORMAS | "Perdoar os golpistas, é aceitar as reformas e nós queremos a anulação de todas", diz Maíra Machado

segunda-feira 15 de março | Edição do dia

"Vivemos hoje no Brasil os resultados do golpe institucional de 2016, com todos os seus ataques e ajustes, e um regime autoritário que não combate de forma efetiva nem a pandemia nem a crise econômica. Reformas da previdência, trabalhista, Teto de Gastos que agora cobra um preço ainda mais alto por falta de recurso na saúde e o desmonte do SUS. Medidas que levam todas ao desemprego profundo que o país vive, e à realidade de trabalho precário, uberizado, que boa parte dos jovens trabalhadores lidam cotidianamente.

Essas são consequências que lidamos, vindas dos ataques nas mãos dos golpistas que Lula disse, no seu discurso na última semana, perdoar em nome de se enfrentar com Bolsonaro eleitoralmente.

Perdoar os golpistas, os mesmos que foram responsáveis não só por ataques econômicos, mas também pela manipulação das eleições de 2018, com a proscrição do próprio Lula, é aceitar as reformas, e nós, do MRT e do Esquerda Diário, queremos lutar pela anulação de todas.

Não é apenas de Lula que parte essa relação de convivência harmônica com golpistas. Os governadores do PT e PCdoB no Nordeste caminham com tranquilidade em meio aos políticos responsáveis por esses ataques todos, e são também responsáveis por reformas da previdência estaduais onde governam.

Não bastasse isso, nos sindicatos dirigidos por PT e PCdoB, abraçam também alianças com figuras da direita que quer por de pé o mesmo projeto econômico de Bolsonaro. A deputada estadual do PT, Bebel, presidente da Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo, foi parte das que votaram em Carlão Pignatari, grande aliado de João Doria, para a presidência da Alesp.

Os sindicatos da CUT e da CTB, dirigidos por PT e PCdoB, apostam nestas alianças, com essa figuras da direita, em nome de uma frente ampla contra Bolsonaro, porque apostam em qualquer via de combate à Bolsonaro que não veja os trabalhadores, as mulheres, negros e jovens como sujeitos dessa luta.

Querem manter suas posições nos sindicatos, e para isso deixam passar, passivos, ataques atrás de ataques, e não se importam de conviver com os responsáveis por avançar contra nossos direitos, ao invés de organizar uma luta por medidas de combate à pandemia, e a crise econômica.

Não aceitamos essa passividade, e dizemos que as centrais sindicais precisam sair já dessa “quarentena” passiva, de acordos com golpistas. Enfrentar Bolsonaro e defender os direitos dos trabalhadores e todos os oprimidos e do povo pobre passa por se enfrentar também com Mourão, mas com todos os golpistas e todo o regime do golpe. E por isso precisamos de um verdadeiro plano de luta para enfrentar a crise sanitária e econômica ao mesmo tempo que enfrentamos esse regime autoritário.

É a nossa classe, junto com os movimentos sociais que pode dar uma resposta contra os que querem garantir os interesses de empresários que lucram destruindo nossas condições de vida."




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