Política

PANDEMIA

320 mil mortos na conta dos governadores e Bolsonaro. Qual a saída para essa crise?

A pandemia vem tomando contornos mais brutais a cada dia que passa. Só nas últimas 24 horas já foram quase 4 mil mortos pelo coronavírus. A saúde colapsando com UTIs lotadas e falta de leitos. Isso tudo é reflexo da política criminosa de Bolsonaro e dos governadores, da irresponsabilidade capitalista em prol de seus lucros. Diante do caos qual a saída dos trabalhadores? Qual a saída para salvar vidas e não os lucros dos empresários?

sexta-feira 2 de abril| Edição do dia

Foto: Shutterstock

O caos se aprofunda, mas não começou agora, é fruto de precarizões que vem se aprofundando desde os ataques do PT mas que tem seu ápice no regime pós golpe institucional. Exemplo da PEC do teto dos gastos que congelou o orçamento da saúde e educação por 20 anos e que agora é usada como desculpas para MPS e PECs emergenciais que retiram direitos e precarizam a vida dos trabalhadores com o demagógico discurso de salvar a economia e investir na saúde.

A política assassina dos prefeitos, governadores e de Bolsonaro tem levado a níveis estratosféricos essa precarização, Doria tem utilizado vans escolares para carregar mortos pela COVID-19, Paes quer o retorno presencial das aulas mesmo com o aumento diário
dos contaminados pela COVID-19 no RJ.

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Uma resposta a essa crise não se dará através de lockdowns, toques de recolher e adiantamento de feriados, muito menos com retorno das aulas ou vacinações a passos de tartaruga. Com o sistema de saúde em colapso e a precariedade da saúde pública mais exposta a cada dia, medidas emergenciais se tornam mais necessárias. Medidas que se tomadas desde o começo da pandemia poderiam ter evitado grande parte dessas mais de 320 mil mortes.

  • Testes massivos em todas as unidades de saúde, para que cada um possa se cuidar e cuidar dos seus próximos sem o filtro imposto de sintomas graves.
  • Produção de distribuição massiva de máscaras e álcool em gel para toda a população, além de disponibilização de EPIs de qualidade para todos os trabalhadores. Não dá mais para seguir trabalhando sem o mínimo de segurança.
  • Reconversão da indústria , sob controle dos trabalhadores, para atender às necessidades colocadas pela pandemia a nível nacional, como a produção massiva de materiais de proteção, respiradores mecânicos e cilindros de oxigênio.
  • Quebra das patentes de vacina para acesso amplo à vacina para todos, com prioridade assegurada a todos os trabalhadores da saúde e população do grupo de risco.
  • Abertura de novos leitos atendendo a demanda, reabertura dos hospitais de campanha, contratação de médicos, enfermeiros e técnicos, efetivos e não precários, conforme a necessidade e a centralização de todo sistema de saúde sob controle dos trabalhadores e especialistas, incluindo os grandes laboratórios, clínicas e hospitais privados.
  • Proibição das demissões enquanto durar a pandemia. Garantia de salários a todos os trabalhadores não essenciais enquanto durar a pandemia. Licença sem corte ou redução de salário aos trabalhadores do grupo de risco.
  • Não à abertura das escolas. São os professores e a comunidade escolar os que devem decidir quando e em quais condições é seguro retornar. Garantia de alimentação de qualidade aos estudantes da rede pública, com fornecimento de cestas básicas e/ou vales-refeição mensais de acordo com o valor estipulado pelo DIEESE.
  • Ampliação do investimento em pesquisa e produção científica e tecnológica para as universidades públicas
  • Comissões de Higiene e Segurança em todos os locais de trabalho, com plenos poderes para investigar, consultar, questionar, as medidas que garantam a segurança das e dos trabalhadores e usuários (em casos de serviços públicos).
  • Renda emergencial a todos os desempregados e trabalhadores informais da região enquanto durar a pandemia, no valor de pelo menos 2 mil reais, que corresponde à média salarial no Brasil.
  • Expropriação de hotéis e moradias vazias para garantir isolamento com segurança e qualidade que permita uma quarentena racional dos contaminados.

Essas se colocam como medidas emergenciais que deveriam ter sido adotadas desde o começo da pandemia, de forma urgente para garantir uma saída para a crise que coloque a vida em primeiro lugar.

O que fica claro é que não é de interesse de nenhum governo, seja ele municipal, estadual ou federal uma saída dessas para a crise. Estes que diariamente governam para que os trabalhadores paguem pela crise.

Para levar essas medidas a frente é necessário impor que as centrais sindicais como a CUT e CTB, rompam com sua paralisia e organizem a luta dos trabalhadores. Que em cada local de trabalho se construam comitês de higiene e saúde que organizados pressionem as suas direções burocráticas, e que se construa em conjunto com a esquerda um polo de independência de classe que coloque em xeque as políticas criminosas dos capitalistas.




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