CRISE NO MINISTÉRIO

Pazuello faz coletiva pra esconder crise e não anuncia saída do ministério

segunda-feira 15 de março| Edição do dia

Em meio à crise no ministério da saúde, pressões do centrão e mais de 270 mil mortos no país, Eduardo Pazuello afirmou nessa segunda-feira que por enquanto não sai do ministério e faz coletiva de imprensa para esconder enorme crise. Enquanto isso, Bolsonaro já reuniu com Ludhmila Hajjar, médica que rejeitou convite, e nessa segunda-feira sentou com Marcelo Queiroga, um dos nomes sondados para ocupar o cargo do atual militar.

Sobre sua saída, Pazuello disse que segue no ministério enquanto Bolsonaro ainda não toma sua decisão. Disse que vai sair em algum momento, mas não afirmou quando. O militar terminou dizendo que enquanto Bolsonaro não escolhe o próximo ministro, "a vida segue normal", com ironia macabra diante da quantidade de gente adoecendo e morrendo no país.

Pazuello assumiu o ministério quando o país atingia a marca de 15 mil mortos. Foram mais de 250 mil mortes desde então, sem contar os milhares sofrendo com os efeitos da crise. Inúmeros estados estão com sistema de saúde colapsados, mas sequer sobre isso Pazuello mencionou. Ficou a maior parte do tempo falando do lento processo de aquisição de vacinas no país, enquanto milhares estão morrendo diariamente.

Para saber mais: O que estaria nos bastidores das pressões sobre Pazuello?

Ficou evidente como Pazuello fez toda uma entrevista coletiva para esconder a crise que vive o ministério da saúde e o governo Bolsonaro em meio ao pior momento da pandemia.

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