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CARA DE PAU | Paulo Guedes mente em entrevista e diz que privatização é “devolver estatais ao povo”

Mais correto seria chamar o ministério da economia de secretaria da bolsa de valores e Paulo Guedes o corretor do Estado brasileiro. Em recente entrevista para a Folha de S. Paulo, o Chicago Boy teve a pachorra de dizer que as privatizações significam “devolver as estatais ao povo brasileiro” e que isso serviria para dar “ganho de capital para o povo” para ajudar a “reduzir a pobreza”. A verdade é que, com mentiras e demagogias, Guedes consegue agradar a grande mídia e ao mesmo tempo também preparar a rapina do patrimônio público nacional para enriquecer seus amigos bilionários.

segunda-feira 24 de maio | Edição do dia

Dos mesmos produtores de “A reforma trabalhista vai diminuir o desemprego”, a “reforma da previdência vai decolar a economia” e “se cobrar a bagagem, o preço da passagem cai”, vem aí a nova peça de ficção do governo Bolsonaro, diretamente dos estúdios de Chicago: “privatizar estatais vai combater a pobreza”.

O fundador do BTG Pactual, e também ministro da economia, disse: “Se você quer reduzir a pobreza, tem que desenhar uma política social. O presidente não quer tirar do pobre para dar ao paupérrimo. De acordo. Então, vamos devolver as estatais ao povo brasileiro. Cada estatal vendida dá ganho de capital para o povo. E se não vender? Pega um pedaço dos dividendos e coloca para eles. Cria um fundo de distribuição de riqueza, capitalismo popular. Isso está formulado e pronto.”

A cara de pau parece não ter limites. Para acenar à população que está na miséria por conta da política do Bolsonaro, Congresso, STF e governadores, o filhote de Margareth Tatcher diz que vender os Correios, Eletrobrás, Petrobrás e tantas outras estatais vai servir para alimentar a população. Só vai alimentar o bolso dos grandes empresários que faturarem essas empresas.

A reforma da trabalhista foi aprovada em 2017 e a da previdência em 2019. Desde então, diferente do que afirmaram seus defensores, o desemprego só aumentou e atingiu recordes nesse ano: 14,4 milhões. Nessa mesma entrevista, o posto Ipiranga também disse que “em 40 anos, nunca saiu tanta gente da pobreza” quanto agora. Aparentemente em Chicago não chegam os dados que mostram o Brasil de volta ao mapa da fome, por responsabilidade evidente da sua política econômica e também da política dos governadores.

Para atestar ainda mais sua mentira em relação às estatais, em entrevista para a CNN do final do ano passado, o ultraneoliberal disse com todas as letras que as privatizações servem para pagar a dívida pública, esse mecanismo de transferência bilionária de renda dos mais pobres para o capital financeiro. Isso é o que está por trás das privatizações, não o combate à pobreza. Seu discurso de combate à pobreza vai no sentido de fazer demagogia para ganhar votos visando 2022.

Válido lembrar que o plano de privatizações não é exclusividade bolsonarista. Todos os candidatos da direita vão defender os planos de privatização que a grande mídia da Folha, Globo, Estadão e afins, tanto querem. Inclusive, o próprio Lula já afirmou mais de uma vez seus desejos de privatizar parte da Caixa Econômica Federal e também de Furnas.

Ou seja, longe de confiar na administração desse regime do golpe, que visa manter as reformas neoliberais e avançar nas privatizações, devemos buscar uma política independente dos trabalhadores.




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