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GOVERNO BOLSONARO

Paulo Guedes anuncia atacadão das estatais: "Quero privatizar todas!"

segunda-feira 9 de setembro| Edição do dia

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Impaciente para entregar todas as riquezas do país, Paulo Guedes afirmou que vai montar uma lista de empresas estatais para entregar aos capitalistas através da privatização. O novo modelo de privatização, uma espécie de privatização "no atacado", revela a fome de lucro do ministro da Economia e o seu ódio aos direitos dos trabalhadores.

Na entrevista ao jornal Valor, Guedes afirmou: "E quero privatizar todas as empresas. A decisão é do congresso." O jornal Valor, produzido especialmente para empresários e especuladores, chamou o modelo de "fast track", no qual o ministro da Economia produziria uma lista de empresas públicas para serem entregues aos capitalistas à preço de banana. A lista, sendo aprovada, iria ao Tribunal de Contas da União, e de lá encaminhada ao Congresso, para a aprovação da inclusão destas empresas no Programa de Desestatização.

As privatizações são mais uma parte do "pacote de maldades" do governo Bolsonaro: Guedes aguarda a aprovação de um ataque sem precedentes, a reforma da previdência, para logo em seguida começar a entrega de tudo o que tem no país para empresas privadas. Combina-se ai, a perda do direito de se aposentar, com a perda do direito a acessar os poucos e precarizados serviços públicos que o estado oferta aos trabalhadores, serviços que ficaram mais caros com a privatização.

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O programa de desestatização nada mais é do que tornar oficial o procedimento feito nos governos anteriores: sucatear e cortar verbas das empresas públicas, transferindo estas verbas para o bolso dos políticos e tentando convencer a população e os trabalhadores de que o melhor seria privatizar.

Na mira estão a Petrobrás, os Correios, a Eletrobrás e muitas outras gigantes, empresas públicas lucrativas utilizadas pelos políticos corruptos para o loteamento de cargos, e agora sendo ofertada exatamente pelos mesmos políticos corruptos para os capitalistas em troca de benesses à estes políticos.

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Os trabalhadores, por sua vez, nada tem à ganhar, pois as empresas privadas só tem interesse pelo lucro. Ou seja, os serviços serão encarecidos, enquanto que aqueles serviços que não são considerados lucrativos, serão cortados fora. Ao mesmo tempo, os trabalhadores nada tem à ganhar com o modelo de loteamento de cargos destas estatais: suas riquezas devem estar à serviço da maioria da população e não de meia-dúzia de políticos burgueses, e por isso que a gestão destas empresas pelos trabalhadores, eliminando as indicações de cargos políticos, é a única solução para que empresas como a Petrobrás, os Correios, empresas de energia e saneamento público, possam avançar no serviço prestado à população.




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