Política

GOVERNO BOLSONARO

Paulo Guedes acusa Maia de complô contra Bolsonaro

Unidos para atacar a classe trabalhadora, mas ao mesmo tempo com projetos políticos próprios. A relação entre Rodrigo Maia do DEM e o governo Bolsonaro mostra contornos de atrito, contudo, não podemos nos enganar com esses representantes dos interesses burgueses, mesmo que apresentem projetos próprios, atacar a classe trabalhadora os une.

sábado 19 de dezembro de 2020| Edição do dia

Imagem:Uol

Unidos para atacar a classe trabalhadora, mas ao mesmo tempo com projetos políticos próprios. A relação entre Rodrigo Maia do DEM e o governo Bolsonaro mostra contornos de atrito, contudo, não podemos nos enganar com esses representantes dos interesses burgueses, mesmo que apresentem projetos próprios, atacar a classe trabalhadora os une.

Segundo informações do Portal IG, o ministro da Economia Paulo Guedes teria acusado Rodrigo Maia (Presidente da Câmara) juntamente com o governador do Estado de São Paulo (João Dória), de estarem tramando o impeachment do presidente Bolsonaro. Diante das acusações, Maia tratou de colocar que Guedes apenas terá seu respeito quando cumprir 100% das agendas e promessas da campanha eleitoral, que seriam nesse caso, sinônimos de políticas neoliberais e de ajuste às políticas sociais, nas palavras de Guedes, estaria havendo movimentações para que Bolsonaro saísse do governo:

Houve, sim, um movimento para desestabilizar o governo. Não é mais ou menos, não. Tinha cronograma. Em sessenta dias iriam fazer o impeachment . Tinha gente da Justiça, tinha o Rodrigo Maia, tinha governadores envolvidos. O Doria ligou para mim e disse assim: ’Paulo, é a chance de salvar a sua biografia. Esse governo não vai durar mais de sessenta dias. Faz um favor? Se salva’

Para Guedes, a opção seria “salvar o governo” e não sua biografia, numa fala de “herói” o então ministro da economia não poupa verbos para informar que procurou informações sobre tais movimentações políticas:

"Liguei para cada um dos ministros do Supremo para tentar entender o que estava acontecendo. Conseguimos desmontar o conflito ouvindo cada um deles. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, sugeriu que o governo deveria dar um sinal, caso estivesse realmente interessado em pacificar as relações”

O desfecho dessa “pacificação” foi a saíde do ex-ministro da educação do governo: Weintraub, após uma série de declarações contra o Supremo Tribunal Federal na famigerada reunião ministerial do dia 22 de Abril de 2020.

Veja mais: STF abre inquérito contra declaração racista e xenofóbica de Weintraub contra chineses

Superficialmente, pode parecer que esses atores estão totalmente em conflito, mas não podemos nos esquecer que tanto Guedes, quanto Maia, são representantes de alas burguesas e que o fator que os une é justamente atacar a classe trabalhadora através de deformas como a trabalhista, previdenciária e administrativa, fazendo com que cada operário pague pela crise capitalista, aprofundada pela crise sanitária, e trabalhe até morrer.




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