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PORTO ALEGRE

Passageiros ficam mais de 40min à espera de ônibus após decreto de Melo sem ampliação de linhas

Inúmeros usuários do transporte público da cidade de Porto Alegre relataram muita demora e ônibus passando reto nas paradas de ônibus. Deste sábado (27) ninguém pode viajar em pé nos ônibus devido ao decreto demagógico do prefeito Melo já que não amplia as linhas de ônibus e gera aglomerações nas paradas.

segunda-feira 1º de março| Edição do dia

Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Nesta segunda-feira, 01 de março, os trabalhadores porto-alegrenses passaram por um grande perrengue ao tentarem usar o transporte coletivo. Hoje foi o primeiro dia útil do novo decreto do prefeito Sebastião Melo, que proíbe os passageiros de viajarem em pé nos ônibus. O resultado foi os trabalhadores ficando mais de 40min nas paradas de ônibus. Alguns relataram que os ônibus passaram reto pelas paradas de ônibus já que estavam com todos os assentos ocupados.

Sem o aumento de mais linhas, Melo faz demagogia com seu decreto. Já que impedir passageiros viajarem de pé, sem ter aumento de linhas de ônibus, isso não ajuda em nada a combater a propagação do coronavírus, pois isso só gera com que os passageiros se aglomeram nas paradas de ônibus. Além de trazer outros prejuízos do que a própria exposição, como fazer com que os trabalhadores cheguem atrasados ao trabalho e fiquem sujeitos a sofrerem com descontos e punições; ou faz com que os usuários tenham que procurar outros meios para pode ir trabalhar, arcando do próprio bolso outros meios de transportes como lotações e ubers que são mais caros.

Melo acaba jogando passageiros contra rodoviários, como se a responsabilidade dos problemas fosse dos trabalhadores, e não da prefeitura. A verdade é que o prefeito governa para os ricos, em detrimento dos pobres. Ele quer manter os lucros dos grandes empresários, incluindo os dos transportes, enquanto a população amarga nas filas de hospitais, no Sine, das paradas de ônibus e sofrendo com a inflação. O sistema de saúde de Porto Alegre já colapsou e as medidas de Melo são cosméticas e demagógicas, não vão resolver os graves problemas, estão levando mais gente para a UTI e à morte e servem apenas para tentar esconder a sua responsabilidade frente à situação.

Não foi a toa que Melo cometeu o ato falho em uma declaração onde disse “contribua com sua vida para salvar a economia de Porto Alegre”, mostrando a verdadeira face descarada de sua política, que assim como Eduardo Leite e de Bolsonaro, são políticas assassinas, com demagogias que só servem para fazer a população sangrar enquanto os ricos preservam seus grandes lucros.

É preciso rechaçar essa política assassina que os governos estão impondo à população e fazer com que os trabalhadores encontrem uma saída, exigindo mais hospitais, mais leitos de UTI, mais contratação de funcionários da saúde e do transporte, EPI’s de qualidade para todos, direito à vacinação e à testagem em massa, paralisação dos serviços não essenciais com direito a um auxílio emergencial que garanta a sobrevivência daqueles que estão sem trabalho, a proibição das demissões e outras medidas que combatam de frente a pandemia.




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