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PL490 | Paralisar o país para derrubar o governo e barrar o massacre aos indígenas

Povos indígenas pelo país têm dado exemplo de combatividade em defesa de suas terras contra o avanço bolsonarista. Com a aprovação do PL 490, a crise do governo com os irmãos Miranda e os atos marcados para o dia 3J, a união da classe trabalhadora com os povos indígenas pode potencializar a luta pela derrubada do governo.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 29 de junho | Edição do dia

Imagem:Reprodução / TV Globo, manifestantes contra PL 490 protestam e interditam avenida no Rio

Imagens impressionantes de diferentes povos indígenas fechando rodovias pelo país, além da luta e repressão no Palácio de Planalto, são inspiração para todos aqueles que aspiram derrubar o governo Bolsonaro. Esses que resistem ao colonialismo desde a invasão portuguesa, são mais um dos setores sociais afetados pela ganância da burguesia internacional na sua sede por lucros.

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Atendendo os interesses do agronegócio brasileiro e do imperialismo norte-americano, o PL 490 foi aprovado na Câmara dos Deputados, permitindo ampliar ainda mais as fronteiras agrícolas dos latifundiários bolsonaristas. O ódio da burguesia latifundiária em relação aos povos originários do país, não é novo, este é infelizmente mais um episódio, assim como foi o escândalo das madeireiras de Salles e o ataque aos Yanomami. Ainda que não diretamente, com o avanço do agronegócio, queimadas na Amazônia e no Pantanal tem beneficiado ainda mais a agropecuária brasileira e os territórios da soja.

A defesa das terras indígenas também é a defesa contra a crise hídrica e assim ligada ao enfrentamento do avanço de um dos setores mais reacionários do país. Setor entusiasta do golpe institucional, ainda que tenha sido beneficiado durante os governos do PT, promoveu apoio para além das reformas e privatizações, aos massacres de indígenas e repressão a atividades da defesa do meio ambiente.

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O projeto de lei é mais um dos avanços contra os resquícios da constituinte de 88. Como já mencionado, desde 2016 e ainda mais com o governo Bolsonaro a degradação social se acentua no país, devido a crise e a medidas do governo e dos capitalistas. Atingem assim também a classe trabalhadora, a juventude, os LGBT’s e o povo negro. Precisamos lutar para que seja uma luta única, em unidade de todos os explorados e oprimidos contra Bolsonaro, Mourão e os militares. Sem nenhuma confiança no Congresso e no STF.


Imagem: Abraão Cruz/Globo, contra o PL 490, indígenas fecham Rodovia dos Bandeirantes em SP

Os indígenas pararam rodovias importantes no Rio e em São Paulo, a classe trabalhadora tem a capacidade de parar o país, ainda mais junto desses exemplos. Por isso defendemos uma Greve Geral para derrotar Bolsonaro e Mourão. No momento de instabilidade por cima do governo, como vimos nesta última semana, é preciso redobrar a mobilização por baixo para derrotar esse projeto reacionário agora, não em 2022.

Chamamos a esquerda e todos aqueles que defendem os direitos dos povos indígenas e da classe trabalhadora, a conformar comitês pela greve geral fortalecendo a exigência à CUT e CTB para que ponham a força da classe trabalhadora nas ruas, com seus métodos, junto de outros setores combativos.

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