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Para salvarmos os Correios e a Eletrobrás, é preciso se enfrentar com o regime golpista

Duas empresas estatais de extrema importância no Brasil e na América latina estão sob os planos de privatização de Paulo Guedes. Enquanto o STF tenta desviar as atenções da população para a CPI do Covid, com os escândalos envolvendo Pazuello e Bolsonaro, o congresso se reúne para passar os ataques que encaminham os Correios e a Eletrobrás para a privatização em uma coordenação fatal que tem como fim prejudicar a vida de milhões de brasileiros e enriquecer os empresários internacionais que estão de olho nas duas empresas. Precisamos nos enfrentar com o regime de conjunto para barrar esses ataques ,e com a força da nossa luta impor a estatização sob controle dos trabalhadores de ambas as empresas.

terça-feira 1º de junho| Edição do dia

imagem:Folhapress

Quando estamos nos referindo tanto aos Correios, quanto à Eletrobrás, estamos falando de empresas que são fundamentais para o funcionamento do país e que durante o decorrer dos últimos anos cumprem papéis essenciais no que diz respeito ao acesso e fornecimento de serviços básicos para a população. A Eletrobrás é uma empresa que produz 38% da energia elétrica no território nacional e com capacidade instalada para a produção de 39.413 MW enquanto suas extensões em linhas de transmissão tem em torno de 60 mil quilômetros, cobrindo 56%¨dos cabos que percorrem o país. Uma empresa que sob o controle do estado, conseguiu cobrir diversos lugares do Brasil onde não chegava energia elétrica.

Exemplos de empresas privadas que cometeram verdadeiras tragédias por conta dos péssimos serviços são o que não falta. Um exemplo disso é a empresa Gemini Energy, que foi a empresa responsável pelo apagão no Amapá que causou a morte de dezenas tanto por conta da falta de energia nos hospitais onde estavam internadas pessoas com COVID-19, quanto pela falta de abastecimento de energia para as bombas de água. Além disso temos a Valle responsável pelas mortes de pessoas e dos biomas em Mariana e Brumadinho.

No que diz respeito aos Correios, temos uma empresa que é capaz de gerar lucros Bilionários, e que durante a pandemia atingiu taxas de lucros que superaram a arrecadação de todo o período da última década com a arrecadação de 1,53 bilhões de reais somente em 2020, mas que com a precarização aplicada pelo governo Bolsonaro propositalmente, não foi capaz de oferecer material básico para que os trabalhadores pudessem enfrentar a pandemia com equipamentos de proteção individual. Centenas de trabalhadores dos correios morreram de COVID-19 enquanto a empresa gerava milhões em lucros para o estado.

Além disso, essas empresas nunca foram deficitárias, muito pelo contrário; essas empresas estão sob o perigo de não corresponder mais ao oferecimento de serviços para a população, porque o dinheiro que elas geram está sendo proibido de ser reinvestido por conta da lei do teto de gastos que foi pelo governo Temer, e levada adiante pelo governo Bolsonaro que direciona os lucros dessas empresas para pagar a fraudulenta dívida pública.

Em todo esse cenário caótico, sem direito a auxílio emergencial, sem o congelamento dos preços dos alimentos e das contas básicas como água e luz, e sem vacinação massiva, ter serviços públicos entregues à iniciativa privada é mais uma sentença do governo para tragédias. Além disso, o preço das contas e das entregas só tendem a aumentar. Não esqueçamos do apagão no Amapá.

Por isso é preciso que os trabalhadores e o conjunto da população se enfrentem contra Bolsonaro, Mourão , o STF e todos os militares, que mesmo com suas divergências, estão todos unidos para atacar a população trabalhadora e as nossas vidas, e nesse momento estão tentando desviar a atenção dos trabalhadores para o teatro da CPI do COVID, se utilizando de Bolsonaro e Pazuello com Bodes expiatórios como se só eles fossem responsáveis pelas mortes na pandemia, e não todos os atores do regime, como o próprio STF, que é responsável pelo aval da MP da morte que autorizou que milhares de trabalhadores fossem demitidos sem direitos mínimos para preservar os lucros dos patrões durante a pandemia.

Nesse sentido, é preciso se utilizar do exemplo do dia 29, em em que milhares de pessoas saíram às ruas em rechaço à política mortífera de e assassina de Bolsonaro e Mourão durante a pandemia que levou o país a 450 mil mortes, mostrando disposição para se enfrentar contra a política levada adiante pelos atores do regime.
Dito isso, é importantíssimo que as centrais sindicais quebrem seu divisionismo e seu imobilismo e façam assembleias de base em todos os locais de trabalho para construírem uma paralisação nacional contra Bolsonaro, Mourão e o STF rumo a uma greve geral que possa barrar todas as privatizações e ataques do governo, para que possamos impor com nossas forças às nossas demandas e não esperar por Lula em 2022, que já trama acordos com nossos inimigos. Além disso precisamos lutar por uma Eletrobrás e um Correios 100% estatais sob o controle dos trabalhadores para que as empresas ajam conforme os interesses dos trabalhadores e da população e não sob os apontamentos dos acionistas e da iniciativa privada.




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