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Nosso Futuro Não Se Negocia! | Para cada voto na Chapa 3 nas eleições do DCE UFMG: muito obrigada e vem com a gente!

Terminadas as eleições do DCE UFMG de 2021, a Chapa 3 - Nosso Futuro Não se Negocia agradece por cada apoio a uma perspectiva anticapitalista e revolucionária que construímos pela Faísca e Esquerda Diário junto a estudantes independentes! Vem com a gente para além das eleições!

terça-feira 23 de novembro | Edição do dia

Agradecemos imensamente a cada um dos 233 votos na Chapa 3 – Nosso Futuro Não Se Negocia para as eleições do DCE! Nossa chapa foi impulsionada pela Faísca e Esquerda Diário junto a estudantes independentes, e temos orgulho de ter sido construída a diversas mãos e com muitos debates de ideias. Esta campanha é fruto do papel que cumpriu cada estudante membro e apoiador!

Consideramos que o processo de discussões, as formações políticas, as pessoas que conhecemos e conheceram também nossas ideias são um ganho imensurável. Em meio à distância de uma eleição online, nos sentimos próximos. Por isso, para além das eleições do DCE, convidamos a todes para seguirmos juntos para o próximo período que ainda nos colocará muitos desafios. Sabemos que os votos da Chapa 3 são ainda minoritários, mas valorizamos muito que mais de duas centenas de estudantes tenham visto a necessidade de uma discussão estratégica para o movimento estudantil da UFMG e tenham apoiado uma perspectiva anticapitalista e revolucionária.

Antes das eleições, fizemos um chamado às organizações que compuseram a Chapa 2 (Correnteza, MUP, Juntos e Vamos a Luta) para uma reunião unificada e aberta para avançarmos em posições comuns para as eleições do DCE. Apesar de terem negado este chamado, sabemos que dentre os que apoiaram e votaram nesta chapa estão lutadoras e lutadores que seguiremos ombro a ombro nas batalhas contra o governo Bolsonaro-Mourão e em defesa da educação pública, como sempre estivemos.

Já em campanha, propusemos a todas as Chapas participantes que, independente do resultado das eleições, façamos em unidade uma campanha em defesa da permanência estudantil e do reajuste das bolsas de auxílio e trabalho. Mantemos esta proposta a todas as Chapas envolvidas, especialmente para a Chapa 4 (Afronte, Subverta, Rua e Fogo no Pavio-MTST), eleita para a gestão do DCE, como parte de nos enfrentarmos unificados com o Teto de Gastos, os estrondosos cortes feitos por este governo inimigo da educação, e pelo direito de estudar dos estudantes mais vulneráveis.

Algumas das propostas que fizemos nas eleições nos parecem urgentes de avançar, pois consideramos que o movimento estudantil da universidade se fortalece quando se unifica aos setores invisibilizados dentro e fora dela. Mantemos a defesa de que as bolsas sejam aumentadas para um salário mínimo e reajustadas de acordo com a inflação, a efetivação imediata dos trabalhadores terceirizados e a defesa e ampliação das cotas rumo ao acesso direto e universal ao ensino superior com o fim do filtro social e racial do vestibular. Defendemos a estatização das universidades privadas para aumentar mais de 3 vezes as vagas públicas que existem hoje. Chamamos a todes estudantes para lutarmos juntos por essas demandas elementares, como forma de nos unificarmos aos interesses dos trabalhadores e da juventude pobre e negra dentro e fora da UFMG.

Seguiremos firmes no combate ao governo de fome e morte de Bolsonaro-Mourão, sem confiança nenhuma no Congresso e no STF que se mostram verdadeiros aliados do governo quando se trata de arrancar nossos direitos mais básicos. Nesse combate, nos opomos a unidade com a direita e a classe dominante como fez a Chapa 1 (PDT, UJS, Kizomba e Levante), ao defender unidade de atos com o reacionário MBL no debate eleitoral da UFMG, como também fazem nacionalmente na direção da União Nacional dos Estudantes e das grandes centrais sindicais CUT e CTB, além do apoio às alianças com a direita que Lula sempre fez e repete agora. Batalhamos em nossa campanha e para além dela para construir um movimento estudantil intransigente com a extrema direita sem se subordinar a alianças com nossos inimigos.

Consideramos que a Chapa 4 se adaptou fortemente à política equivocada da Chapa 1, alimentando ilusões nas conciliações do PT assim como à lógica institucional. Defendemos um DCE incansável na defesa da autonomia universitária contra o obscurantismo de Bolsonaro, mas que também guarde independência em relação à Reitoria, que acaba por administrar os enormes rombos à ciência e à assistência estudantil impostos pelo governo. Os problemas do ensino remoto e híbrido, as excludentes normas de graduação, a terceirização, o alto preço do bandejão e até o formulaŕio obrigatório para participação nestas eleições do DCE (que muitos estudantes não viram a tempo ou tiveram problemas técnicos) são parte desta administração que a Reitoria faz por fora das decisões dos estudantes, professores e trabalhadores da UFMG. Ao contrário de um questionamento mais profundo a isso e a exigência de que cada pauta dos estudantes seja um motor de mobilização na relação com a Reitoria, as últimas gestões do DCE compostas pelas Chapas 2 e 4 preferiram confiar nas conversas com a Reitoria, e nas campanhas eleitorais de todas as chapas isso também se expressou. Seguiremos em debate fraternal com a nova gestão do DCE, demais organizações e todes estudantes quanto às propostas que consideramos necessárias para fortalecer pelas bases as demandas dos estudantes e as lutas contra cada ataque. Reforçamos o chamado a uma campanha em unidade pela permanência estudantil!

Chamamos a todes estudantes da UFMG a tomarem seu DCE nas mãos, e também a conhecerem e se organizarem na Faísca - Anticapitalista e Revolucionária porque nosso futuro não se negocia!

Proporcionalidade para democratização do nosso DCE, liberdade da arte, saúde mental, meio ambiente e universidade a serviço dos trabalhadores e do povo: Conheça a carta-programa que a Chapa 3 construiu para as eleições do DCE UFMG de 2021

Resultado das eleições:




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