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GOVERNADORES | Para Zema, as críticas a Bolsonaro na desastrosa condução da pandemia são exageradas

Quando perguntado pelo repórter da Folha de São Paulo sobre as acusações de Bolsonaro ser genocida, o governador de MG, Romeu Zema responde: "Eu acho que são exageradas."

terça-feira 13 de abril | Edição do dia

foto: Flickr

Após Romeu Zema ter criticado Jair Bolsonaro, ineditamente com tal veemência, uma recente entrevista da Folha de São Paulo com o governador de MG mostra um Zema ainda bolsonarista, apesar de ter moderado seu discurso e suas ações, forçado por tamanha crise no estado.

Na entrevista, o empresário diz que o que o fez mudar sua condução da pandemia no estado foi o próprio recrudescimento da pandemia, dando a entender que ele faz uma boa avaliação de como veio lidando com a crise sanitária no último ano. O governador foi o que menos empenhou verba destinada à saúde para salvar vidas e propôs um auxílio estadual de R$39 reais mensais, quando esse passou a ser o preço do arroz, dentre outras medidas.

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O repórter pergunta: _Em entrevista à Folha em abril de 2020, o senhor defendeu que o Brasil era um dos países que melhor estava conduzindo a pandemia no mundo. Nesta semana, o senhor afirmou: “O governo federal subestimou a periculosidade desse vírus. Deveria dar mais atenção ao inimigo. Nesse ponto houve uma deficiência, algo a mais poderia ter sido feito”. O que poderia ter sido feito?_ Ao que Zema responde, como se ainda fosse abril de 2020:

Primeiro, temos de contextualizar o Brasil no mundo. Vamos pegar mortes por milhão de habitantes e vamos ver que temos países até mais desenvolvidos, que têm mais recursos, e estão piores.

Quando perguntado sobre quem são os responsáveis pela atual situação dramática, Romeu Zema responde que "não arriscaria dizer nomes". Outro trecho da entrevista sugere que talvez isso se deve porque, ao dizer nomes, teria que citar o seu próprio:

Eu acho que são exageradas [as críticas que chamam Bolsonaro de genocida]. Se for esse o caso, podemos ter situação semelhante em vários países, que têm taxas de óbitos maiores que o Brasil. Aqui no Brasil mesmo temos estados que têm taxas de óbitos completamente diferentes de outros, e cidades também. Não vi nenhum governador ser chamado de genocida e nenhum prefeito. Me parece que há uma certa perseguição a uma pessoa. Ficar xingando, acusando a esta altura do campeonato não vai melhorar a situação.

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