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MEIO AMBIENTE

Para Mourão, defensor do agronegócio, queimadas no Pantanal e na Amazônia estão sendo superdimensionadas

Hamilton Mourão, nesta quarta-feira, 23, no Estado do Acre, fala de regulamentação de exploração de terras indígenas e alega que as queimadas no Pantanal e na Amazônia estão sendo superdimensionadas, diminuindo os horrores que a população assiste da destruição ambiental em prol dos lucros do agronegócio e a ambição capitalista.

quarta-feira 23 de setembro| Edição do dia

FOTO: SERGIO LIMA/AFP

O vice-presidente Hamilton Mourão, que cumpre agenda no Acre nesta quarta-feira, 23, disse que o País precisa regulamentar o quanto antes a exploração de minério em terras indígenas e que a divulgação das queimadas em território brasileiro, principalmente no Pantanal e na Amazônia, está sendo superdimensionada.

Mourão visita o Acre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dizer na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que é também dos índios e caboclos a culpa dos incêndios florestais registrados na região amazônica. Questionado, o vice-presidente preferiu não entrar no mérito do discurso de Bolsonaro.

Mourão visita o Acre em meio ao aumento nos focos de queimadas na região. Entre 1º de janeiro e 21 de setembro deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou um aumento de 13% no número de queimadas em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2020 já eram 6,7 mil focos, ante os cinco mil no mesmo período de 2019.

O governo Bolsonaro, desde ano passado, seu primeiro ano de governo, já deixou bastante claro como sua política está ao lado do agronegócio e ambição capitalista, não se importando com nenhuma política de proteção ambiental, como vimos com as queimadas na Amazônia há um ano e agora com esta destruição do Pantanal.

Essa semana, o Esquerda Diário entrevistou o Gilson Dantas, militante do MRT, doutor em sociologia e médico (UnB) sobre os processos de queimadas na região do Pantanal.

Para Dantas "a alteração do clima do Pantanal é produzida pela destruição ambiental em marcha dos sucessivos governos que precedem Bolsonaro, só que numa escala qualitativamente superior com a chegada desse novo regime golpista ao governo."

Como apontado por Gilson Dantas em sua entrevista, "já se foi mais de 12% do Pantanal com as queimadas e as mesmas atingiram níveis em torno de 500% a mais do que nos últimos anos. É uma calamidade pública e não tem absolutamente nada de natural."

Mas para o governo de Bolsonaro e militares, as queimadas que geram inclusive fumaças que atingem milhares de quilômetros de extensão sob o céu de vários países, são superdimensionadas, advindas de críticas desproporcionais.

Basta de destruição do meio ambiente.
Se o capitalismo destrói o planeta, então destruamos o capitalismo!

Veja aqui: Greve do Clima 25S: contra o capitalismo que destrói o Pantanal, a natureza e nosso futuro.

Contém informações da Agência Estado.




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