Política

PANDEMIA

Para Bolsonaro, país esta em "situação de quase normalidade" da pandemia

Em evento religioso, nesta quarta-feira, 16, Jair Bolsonaro diminui a situação de aumento de casos e mortes por covid-19, lambeu as botas do imperialismo norte-americano e o criminoso governo de Israel e fez discurso para agradar seus aliados da reacionária bancada da bíblia.

quarta-feira 16 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Jair Bolsonaro segue em diálogo com sua base evangélica e promoveu nesta quarta-feira, 16, um culto religioso de Ação de Graças no Palácio do Planalto. Em sua fala, o chefe do Executivo afirmou que o País chega a uma "situação de quase normalidade", sendo que o Brasil vive atualmente uma retomada da alta de casos e mortes de covid-19, que vitimou mais de 183 mil brasileiros desde o início da pandemia.

"Quem esperava? Depois de meses difíceis, chegarmos a uma situação de quase normalidade, ainda em 2020", afirmou. Presentes na plateia, o presidente cumprimentou o embaixador norte-americano, Todd Chapman, e o embaixador de Israel, Yossi Shelley. Chapman foi chamado de "amigo" por Bolsonaro, que afirmou admirar os Estados Unidos, mostrando o seu perfil lambe-botas do imperialismo norte-americano.

O líder do Planalto disse que Israel serve de "inspiração" para o Brasil. "(Israel é) um país que perto de nós nada tem, mas graças à fé, à coragem e à determinação de um povo é um pequeno grande país. Shelley obrigado por vocês existirem. Nossos cumprimentos ao povo de Israel. Em particular o meu amigo Binyamin Netanyahu, também capitão do Exército", disse.

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O culto desta quarta-feira foi aberto pelo ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral, que destacou a orientação de Bolsonaro de conduzir um governo reacionário e conservador com "foco na família" e "valores cristãos". O pastor e ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, também proferiu uma oração pela família.

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Além de membros do alto escalão do governo, também participaram da cerimônia parlamentares da bancada evangélica no Congresso, uma das bases de apoio do governo. A relação com o grupo foi abalada em setembro quando, seguindo orientação da equipe econômica, Bolsonaro vetou o perdão de dívidas de igrejas com a Receita.

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A medida vetada previa a isenção a templos religiosos do pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Apesar do veto, em uma sinalização à bancada evangélica, Bolsonaro sugeriu via redes sociais que este fosse derrubado. O texto ainda não foi analisado pelo Congresso.

Possuem conteúdo da Agência Estado




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