Gênero e sexualidade

ENCONTRO DE MULHERES E LGBT

Pão e Rosas irá realizar grande Encontro de mulheres e LGBTs em Agosto

Diante desta crise do PT e da demonstração que a aliança com os setores conservadores nestes 12 anos de governo rifou os direitos democráticos e hoje ocorrem mais ataques que atingem centralmente os mais oprimidos, aprovou-se a realização de um Encontro Nacional de Mulheres e LGBTs.

terça-feira 21 de julho de 2015| Edição do dia

Neste fim de semana ocorreu o I Congresso Nacional do Movimento Revolucionário de Trabalhadores. A força das mulheres e LGBTs também se expressou no número de delegadas mulheres que eram 45%, com 29 delegadas e mais de 20% de LGBTs, diante dos 61 delegados totais. Nos debates se aprofundou a reflexão sobre a combinação a crise dos governos pós-neoliberais, no Brasil a profunda crise histórica que atinge o PT, quais os caminhos para construir uma alternativa de esquerda e anticapitalista em defesa dos direitos democráticos das mulheres e LGBTs e contra o fortalecimento da direita e dos conservadores.

Diante desta crise do PT e da demonstração que a aliança com os setores conservadores nestes 12 anos de governo rifou os direitos democráticos e hoje ocorrem mais ataques que atingem centralmente os mais oprimidos, aprovou-se a realização de um Encontro Nacional de Mulheres e LGBTs.

Andréia, operária demitida da JBS; Clarissa, jovem trabalhadora precarizada de Contagem, MG; Natália, trabalhadora dos Correios, SP; Bárbara, trabalhadora do Hospital Universitário da USP e da Secretaria de Mulheres do Sintusp; Thaís, bancária e delegada sindical da Caixa, SP; Odete, estudante da USP; Rita Frau, professora no Rio de Janeiro e membro da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta; Vilma Maria, trabalhadora do bandejão da USP; Jaciara, trabalhadora terceirizada, SP; Marília Rocha, operadora de trem e demitida do Metrô, SP; Virginia, militante trans e trabalhadora de São Bernardo do Campo, SP; Maíra, conselheira da subsede da APEOESP de Santo André; Regiane, professora em Campinas; Marie, do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp.

Rita Frau, professora no Rio de Janeiro, membro da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML) comentou sobre essa resolução: "queremos debater com mais mulheres jovens e trabalhadoras e LGBT a necessidade de nossa organização para lutarmos contra os ataques dos governos, pelos nossos direitos democráticos e contra a violência machista, homofóbica e transfóbica que ocorrem todos os dias. Dilma, apesar de mulher, segue negando o direito ao aborto legal e não reconhecendo as travestis e mulheres trans como vítimas do feminicídio em nosso país, recorde em assassinatos transfóbicos".

Silvana Ramos, militante do grupo de mulheres Pão e Rosas e linha de frente da luta das terceirizadas disse: “queremos também com esse encontro discutir como as mulheres devem se organizar para enfrentar ataques as mulheres trabalhadoras como o PL 4330, que amplia a terceirização e as MPs 664 e 665.

Virginia Guitzel, militante trans do Pão e Rosas disse: “Junho de 2013 abriu uma nova etapa no país mostrando a força da juventude, e as questões democráticas foram parte desse movimento e se expressaram em votos na candidatura de Luciana Genro em 2014 diante da crise do PT e seu papel de negar os direitos democráticos. Achamos que é fundamental canalizar todo o sentimento progressista pelos direitos democráticos em um movimento capaz de organizar uma luta séria. Neste sentido queremos convidar amplamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis e homens e mulheres trans para podermos debater como levar adiante esta luta".

Organizado pelo Grupo de Mulheres Pão e Rosas o Encontro está previsto para o mês de agosto. Para além dos debates sobre a realidade nacional e os ataques que o governo federal vem colocando sob as mulheres, também se pretende discutir dois projetos de lei do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) sobre o direito à interrupção voluntária de gravidez e a Lei João Nery.

Rita Frau concluiu: "queremos debater estes projetos e um plano de luta para discutirmos nos sindicatos que atuamos como oposição, nas entidades estudantis, e no conjunto dos locais que estamos porque acreditamos que esses projetos não só podem levar para dentro das organizações de trabalhadores e de juventude e do movimento estudantil debates fundamentais em defesa dos oprimidos, como organizar uma luta que seja capaz de passar por cima de Eduardo Cunha, Feliciano e todos os reacionários e garantir assim nossos direitos. Neste sentido, também queremos convidar companheiras do PSOL e Movimento Mulheres em Luta/PSTU como parte da esquerda anticapitalista para debater a construção de um forte movimento de mulheres e LGBTs que possa tomar a frente de luta pelos direitos democráticos.




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