7 DE SETEMBRO

Panelaços são registrados durante pronunciamento de Bolsonaro

Durante a noite de ontem (7) foram ouvidos panelaços em várias cidades do país no momento do pronunciamento de Bolsonaro no feriado da Independência do Brasil.

terça-feira 8 de setembro| Edição do dia

Os panelaços foram registrados em várias bairros de cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Maceió e Goiânia. Além do barulho dos panelaços também foram ouvidos gritos de "Fora Bolsonaro" pelos manifestantes.

São Paulo

Salvador

Rio de Janeiro

Em pronunciamento que durou cerca de três minutos, Bolsonaro enfatizou ter “compromisso com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade, valores”, esse discurso tenta mascarar a subserviência de seu governo que está de joelhos para o imperialismo norte-americano de Trump, assim como os "valores" reacionário da extrema-direita fortalecidos por seu governo.

Bolsonaro defendeu a falácia da democracia racial, colocando a identidade nacional como fruto da miscigenação e "o legado dessa mistura" a diversidade étnica, cultural e religiosa, mas é essa mesma diversidade que ele mesmo demostra em seus diversos pronunciamentos fortalecendo o ódio de sua base.

O presidente ainda fez referência a ditadura militar em seu discurso, colocando que a ditadura que matou, torturou e perseguiu opositores do governo de militares (no qual o seu próprio governo está repleto) foi um das "lutas pela liberdade".

"Nos anos 60, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada"

Veja também: Bolsonaro defende o golpe militar de 64 em pronunciamento do 7 de setembro

No mesmo dia, Bolsonaro, mostrando mais uma vez sua linha negacionista, cumprimentou seus apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, em evento em comemoração ao Sete de Setembro, sem o uso de máscaras junto com sua esposa Michele.

Bolsonaro, com seu governo cheio de militares, reivindicam o passado mais sóbrio da história do país, mostrando que em meio a crise sanitária que ceifou mais de 125 mil vidas, prioriza não a vida dos trabalhadores que fazem o país continuar de pé, mas sim com os grande empresários, atacando ainda mais a classe trabalhadora, com suas MPs e reformas.

Leia também: A curiosa popularidade de Bolsonaro

É urgente uma saída política independente da classe trabalhadores, que levante o Fora Bolsonaro, Mourão e os militares, não tendo nenhumailusão ou confiança em outros setores desse regime como Congresso ou STF, que mesmo com divergências tem consenso nos ataques aos trabalhadores.




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