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REFORMA DA PREVIDÊNCIA | Paes anuncia hoje Reforma da Previdência para que trabalhadores paguem pela crise

Prefeito detalhará sua proposta de Reforma da Previdência no Palácio da Cidade, nessa sexta. Quer que o desconto da folha de pagamento dos servidores municipais suba de 11% para 14%, aumentando a carestia de vida em um momento de alta dos preços dos aluguéis, alimentos e transportes.

sexta-feira 26 de fevereiro | Edição do dia

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Prefeito detalhará sua proposta de Reforma da Previdência no Palácio da Cidade, nessa sexta. Quer que o desconto da folha de pagamento dos servidores municipais suba de 11% para 14%, aumentando a carestia de vida em um momento de alta dos preços dos aluguéis, alimentos e transportes.

O projeto faz parte de um plano de austeridade que Paes quer implementar para proteger o empresariado da crise, enquanto os trabalhadores pagam com perda de direitos e aumento de custo de vida.

Segundo apuração do O Dia, o Previ-Rio — administradora do Funprevi, fundo previdenciário dos servidores municipais — está elaborando um plano que inclui não só o aumento da alíquota mas uma lei de capitalização nova. Essa lei contará com um novo marco e será detalhado a partir da tarde de hoje. Melissa Garrido Cabral, presidente do órgão declarou:

"Serão necessárias outras fontes, só isso (aumento do desconto) não vai ser suficiente. Fazendo esse plano (de capitalização), a ideia é colocar todas as fontes dentro de uma lei, porque assim está tudo legalizado e o fundo caminha dentro de um planejamento".

Paes representa a velha submissão do estado frente aos capitalistas e isso se traduz em todas as suas ações, marcadamente pró-patronais e anti-operárias. Além disso, ele tenta se distanciar de Bolsonaro, mas no fundamental da perspectiva de atacar os trabalhadores com um duro regime de austeridade há um pleno acordo entre os dois.

E não só isso, ele é tão responsável quanto pelo colapso nos hospitais nesse momento, ao não garantir testes massivos e condições de tratamento. O fechamento da UPA de Manguinhos é só um exemplo mais claro disso, além da sua tentativa de armar as guardas municipais, mostrando sua veia repressiva, que já ficou patente na implementação das UPPs.

O PSOL carioca, através de seus parlamentares, bem como de todos os sindicatos em que atuam, precisa sair da adaptação em relação ao Paes que os levou inclusive a chamar voto, e chamar a mobilizar de forma coordenada contra mais esse ataque urgentemente, forçando desde aí a CUT e CTB a se moverem. Paes mostra uma vez mais que não se trata em nenhum nível de um aliado, mas um inimigo que quer atacar os trabalhadores e a juventude com um duro pacote de ataques econômicos.




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