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Declaração | Pablito: "A delicadeza de Lula-Alckmin com Temer é o retrato da conciliação: é preciso revogar todas as reformas"

Declaração de Marcelo Pablito, pré-candidato e dirigente nacional do MRT sobre a reunião de Alckmin com o ex-presidente golpista Michel Temer e sua "delicadeza" para tranquiliza-lo que chapa Lula Alckmin não irá revogar a reforma trabalhista.

sexta-feira 8 de julho | Edição do dia

"Em entrevista concedida ao jornal O Globo, o ex-presidente Michel Temer (MDB), comentou sobre diálogos que vem tendo com a chapa Lula-Alckmin sobre um possível apoio. Nesta entrevista, o presidente golpista e antecessor de Bolsonaro, relembrou a visita que o vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), fez há algumas semanas.

"Alckmin veio me visitar delicadamente dizendo que era uma visita de cortesia para dar um abraço. E só ao final mencionou a reforma trabalhista e disse: ’Olha, faremos uma ou outra revisão, se for preciso’. Disse Temer.

Alckmin fez questão de tranquilizar Temer, uma figura central do Golpe Institucional de 2016 que aplicou a reforma trabalhista e outros ataques, sinalizando que seu governo com Lula não irá revogar o seu principal ataque contra a classe trabalhadora brasileira. Esse ataque brutal que tirou inúmeros direitos dos trabalhadores, flexibilizando a exploração que os capitalistas podem exercer com jornadas intermitentes, obrigar gestantes a trabalharem e entre outros pontos que arrocha o salário e pagamentos dos trabalhadores, que hoje em meio a alta da inflação vai ficando cada vez mais insustentável a situação onde muitas famílias operárias estão tendo dificuldades de pôr comida na mesa.

Isso escancara a demagogia que Lula vinha fazendo com relação a revogação da reforma trabalhista. Onde teve muita oposição dos setores da direita e burgueses que apoiam sua candidatura, como o próprio PSB do Alckmin. Ao sair as diretrizes do programa da chapa, onde não foi usada a palavra “revogação” da reforma, fica nítido que não é a intenção de Lula revogar este brutal ataque. Ele faz falas inflamadas em seus discursos para as massas que irá derrubar a reforma, mas deixa para seu aliado Alckmin fazer o trabalho sujo de mostrar para a burguesia e os golpistas que não haverá mudanças profundas aos ataques já aplicados. Muito menos chegam a mencionar outro principal ataque do golpismo que foi a reforma da Previdência, aplicada pelo o governo de extrema direita do Bolsonaro.

Essa é a política da conciliação de classes. Em nome da governabilidade Lula se alia com Alckmin, que é um golpista inimigo dos trabalhadores, que apoiou todas as reformas para mostrar fortes acenos para os capitalistas. E agora mostra que não vai mudar a estrutura dos ataques e que seu governo se propõe em administrar a obra do golpe. Em meio a toda uma crise econômica mundial, onde a resposta dos capitalistas é aprofundar ataques como reformas e privatizações, um governo com atores do golpe irá resultar em na manutenção de ajustes e ataques.

É necessário revogar integralmente a reforma trabalhista. Revisar, como propoe Lula-Alckmin, na prática será manter o essencial dos ataques. Por isso não podemos semear ilusões em uma saída eleitoral de aliança com os golpistas. O caminho para barrar e reverter os ataques é pela luta de classes, com uma política dos trabalhadores totalmente independente, aliada com os setores mais oprimidos. Através da luta podemos impor um programa para que não sejam os trabalhadores que sofram com os efeitos da crise. Um programa que garanta emprego para todos e com todos os direitos, reajuste salarial conforme sobe a inflação entre outros pontos, fazendo com que seja os capitalistas que paguem pela crise."




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