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PT faz aliança com partidos Bolsonaristas e Golpistas em 3 cidades da Baixada Fluminense

Após confirmação do polêmico apoio a candidato bolsonarista em Belford Roxo, PT também integra coligação nas cidades de Paracambi e Japeri com partidos como o PSL, PSC do ex-governador Witzel e DEM de Rodrigo Maia.

Samyr Rangel

Rio de Janeiro

sábado 26 de setembro| Edição do dia

No último mês o diretório nacional do PT ratificou a aliança do Partido com o candidato abertamente bolsonarista Waguinho, do MDB, na cidade de Belford Roxo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Na mesma semana o diretório estadual decidia se um policial citado na CPI das milícias poderia concorrer pelo partido, fato que não ocorreu por desistência do próprio candidato.

Na medida em que vão se confirmando as alianças eleitorais e estas vão sendo divulgadas pelo TSE é que podemos visualizar outras também escandalosas coligações em que se coloca o partido.

Na Baixada Fluminense, onde se impera até hoje uma política coronelista, o PT mostra sua verdadeira face de conciliação de classes se aliando com partidos explicitamente de direita e extrema-direita, com candidatos abertamente bolsonaristas.

Em Paracambi, o PT lançara a candidatura de Erivelton, na mesma coligação com os tucanos do PSDB, o PSC de Witzel, além de DEM do golpista Rodrigo Maia e MDB, parte fundamental da coalizão ao golpe de 2016.


Foto da campanha de lançamento do candidatura em Paracambi. Na imagem os petistas André Ceciliano e Erivelton. Fonte/Reprodução.

Paracambi é a cidade do atual presidente da Alerj, o petista André Ceciliano, um político que foi um dos pilares de sustentação do governo Pezão(MDB) e que colocou para votação o projeto de privatização da CEDAE(Companhia de Águas e Esgotos), votando a favor da privatização da água no Rio de Janeiro.

Em outra cidade da Baixada, Japeri, a candidatura e coligação que o PT é parte se dá com o PSC de Helder Pedro, que é policial militar. Além do PSC, partido que surfou na onda Bolsonarista e elegeu o ex-governador fluminense Witzel, também estão o PSL, Avante e PROS.


Convite da convenção municipal de Japeri. Fonte/Reprodução.

A tradição do PT de fazer coligações com partidos burgueses e de direita é de longa data, esse ano com o agravante do seu oportunismo ao se coligar com partidos e candidatos abertamente bolsonaristas, o que mostra a diferença do discurso em tons de vermelho de suas lideranças como Lula e sua prática política.

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Na capital fluminense temos outro exemplo da diferença real entre discurso e prática política. Benedita se coloca como oposição, mas se mostra mais dentro deste regime do que nunca, já que foi parte das gestões Garotinho(quando chegou a ser governadora quando o então governador renunciou para ir a eleição presidencial) e também da Gestão Cabral. Na última semana votou junto da bancada evangélica pelo perdão de 1 bilhão em dívidas das igrejas evangélicas.

Essas coligações mostram os limites da política de conciliação de classes e a necessidade efetiva de superação do PT pela esquerda, levantando uma política de independência de classe, que não caia em nenhum tipo de frente ampla com variantes da burguesia e nas eleições não caia em coligações com o próprio PT.

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