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Aras na PGR | PT e Renan Calheiros votam juntos para manter Aras na PGR, que seguirá blindando Bolsonaro

Renan, senadores PTistas e demais caciques de partidos golpistas como MDB, PDT e PSDB se uniram para votar a favor de manter Augusto Aras no cargo da PGR, onde poderá continuar blindando Bolsonaro de qualquer investigação.

quarta-feira 25 de agosto | Edição do dia

Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ainda que a votação tenha sido secreta (o que já é um absurdo porque nos proíbe de saber quem é a favor de manter Aras na PGR para blindar Bolsonaro), fica claro que o golpista Renan Calheiros (MDB-AL), símbolo do golpe institucional junto a Eduardo Cunha, a Globo e o Judiciário, a CPI da Covid no Senado, votou a favor porque o mesmo já tinha declarado na segunda-feira (23) que defende a recondução de Augusto Aras à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Depois de ter passado ontem (terça-feira, 24) pela votação da CCJ ( Comissão de Continuação de Justiça) com 21 votos a 6, Aras conseguiu ter posição para ter votos além do necessário no Senado, e pela maioria absoluta 41 votos de 81 do plenário, ele conseguiu apoio de 55 senadores, 10 votos contrários e uma abstenção.

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Em declaração feita numa entrevista à jornalista Flávia Oliveira, colunista do GLOBO, durante o 16º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Calheiros afirmou que Aras, alvo de críticas no Ministério Público Federal (MPF) pela inércia em relação à fiscalização do governo federal, terá a "oportunidade" de mudar sua atitude num eventual segundo mandato.

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"A minha tendência é votar favorável (à recondução). Acho que em algumas circunstâncias, claro, ele (Aras) deixou a desejar, mas esse segundo mandato, a recondução, é uma oportunidade para ele refazer tudo isso. O papel da sabatina será importantíssimo" disse o senador.

Vale lembrar que Calheiros já tinha votado favoravelmente à aprovação de Aras em 2019.

Outros parlamentares que se colocam como críticos ou opositores do governo Bolsonaro também votaram a favor de manter Aras no Cargo, como os senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e do Plínio Valério (PSDB-AM). "[Vou votar] a favor, acho que ele será reconduzido. Não tem [clima para reprovação], ele [Aras] deve passar bem", disse Rocha.

Valério, que é membro titular da CCJ defendeu a manutenção do procurador no posto, dizendo em entrevista ao UOL News, que o comportamento de Aras no comando da PGR foi, até aqui, "discreto", o que agrada ao mundo político. Para Valério foi importante o fato de o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter arquivado um pedido de investigação do procurador-geral por suposta prevaricação.

"Esse não acatamento por parte do STF acaba repercutindo bem para ele (Aras) e facilita a nós para podermos votar", disse Valério, também colocando que Aras "não é exagerado" e nem "chegado a aparecer na mídia o tempo todo".

Além disso, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que é o relator da indicação na CCJ, em seu relatório final rasgou elogios a Aras, mesmo quando o assunto foi a pandemia de coronavírus. O Senador afirmou que a gestão do PGR “tem procurado reforçar o papel do Ministério Público na solução de conflitos” com atuação “extraprocessual e preventiva”. Veja na íntegra todo o relatório.

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Junto com todos esses caciques e golpistas de primeira linha, o PT também votou a favor de Aras. O petista Rogério Carvalho, que foi um dos que votaram a favor, chegou a participar do trenzinho de boas-vindas que conduziu o procurador à Comissão de Constituição e Justiça. Na sabatina, Aras fez um discurso demagógico, dizendo que “Meu pai foi vereador, deputado estadual, deputado federal e presidente de partido. Eu sei o quanto sofre um político”, ao que Carvalho se sensibilizou e disse “A gente só sabe a dor e a delícia de ser e de exercer um cargo público quando a gente vive esse cargo público”. Aras agradeceu as palavras e disse “Vá tranquilo”, para o senador PTista.

Desse modo, tanto os supostos críticos e opositores a Bolsonaro no Senado se aliaram para manter Aras, que vai seguir usando seu cargo no PGR para blindar Bolsonaro.

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