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GREVE GERAL | PSOL, PSTU, UP e PCB: pedem impeachment com a direita, na contramão de fortalecer a luta

Em unidade com partidos da direita, que fizeram parte do golpe institucional em 2016 e fazem parte da construção de todos os ataques contra a nossa classe, partidos da esquerda assinaram hoje, 30 de junho, o super pedido de impeachment. Isso enquanto não atuam pela unidade da nossa classe para construirmos uma grande luta contra Bolsonaro, Mourão e os golpistas, incluindo aqueles em que a esquerda se une pelo pedido de impeachment.

quinta-feira 1º de julho | Edição do dia

Foto: Evandro Éboli/Agência O Globo

Partidos da esquerda - PSOL, PSTU, UP e PCB - parecem se esquecer que a luta pelos direitos da classe trabalhadora não é em aliança com a direita, mas sim ao lado da nossa classe, pela unidade de trabalhadores, juventude e os setores mais oprimidos como mulheres, LGBTQIA+, [email protected] e indígenas.

Nossos interesses são irreconciliáveis com a direita golpista, que sempre esteve ao lado de Bolsonaro contra nossos direitos e agora, por meio desse teatro da CPI, vem tentando lavar a cara como se essa crise sanitária e econômica que vem sendo descarregada nas nossas costas, não houvesse saído também pelas mãos do Congresso, STF, governadores e outros setores desse regime que se formou a partir do golpe institucional.

Enquanto escândalos de propina na aquisição de vacinas bombardeiam o governo Bolsonaro e nossa classe vem mostrando disposição de luta nas ruas para derrotar esse governo, a esquerda assina junto a partidos de direita, como MBL, PSDB, DEM e PSL, um super pedido de impeachment que levaria o general racista, reacionário, autoritário e louvador da ditadura militar, Hamilton Mourão, ao poder.

Em meio a essa crise no governo, agudização da revolta da juventude, trabalhadoras e trabalhadores, é preciso que lutemos pela nossa unidade e auto-organização da nossa classe contra todo esse regime que só nos trás precarização, miséria, fome e morte.

Veja também: Greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte.

Ao invés de se unir com os golpistas, os partidos de esquerda precisam exigir das centrais sindicais - que por sinal são dirigidas principalmente pelo PT (CUT) e o PCdoB (CTB) - que organizem assembleias com direito a voz e voto em cada local de trabalho e estudo, pela a construção de uma greve geral para enfrentarmos diretamente os patrões capitalistas que usam do Estado para garantir os seus lucros em detrimento das nossas vidas.

Ao invés do PSOL usar os seus cargos parlamentares para lutar pela unificação da nossa classe, estão seguindo essa política por dentro do regime, se unindo com a direita golpista, como Fernanda Melchionna que estava hoje na entrega do super pedido de impeachment. O peso parlamentar do PSOL deve dar voz para a luta dos trabalhadores e da juventude, colocando suas posições políticas a serviço disso, e não atuando em conjunto com Joice Hasselmann, Alexandre Frota (PSDB), Kim Kataguiri (MBL) e até Gleisi Hoffmann (PT).

Veja aqui: Chamado à esquerda para construir um Comitê Nacional pela Greve Geral.

O PSTU poderia construir desde já essas assembleias de base, com direito a voz e voto dos trabalhadores, já que dirigem diversos sindicatos pela CSP-Conlutas. Mas ao invés disso, estão seguindo uma política que se derrubasse Bolsonaro, seria em unidade com a direita golpista e não pelas mãos da nossa classe. Zé Maria, importante dirigente do PSTU, defendeu a construção da greve geral no mesmo dia que assinou o pedido de impeachment em unidade com a direita. Mas uma greve geral nunca será construída se alinhando com direitistas como Kim Kataguiri e Joice Hasselmann. O PSTU deveria estar dando exemplo nos sindicatos que dirige, e junto com toda a esquerda e outros trabalhadores, exigir que a CUT e a CTB rompa com esse freio que vem sendo colocado contra a organização dos trabalhadores para fortalecer Lula, para que essas assembleias possam ter um amplo alcance e nossa classe possa se tornar uma fileira de combate contra os capitalistas e esse regime de reformas, privatizações e desprezo pelas nossas vidas.

Veja aqui: "A CSP-Conlutas poderia organizar assembleias nos seus sindicatos pra defender a greve geral", diz Marcella Campos.

Uma greve geral será um grande passo para a auto-organização de trabalhadores, juventude e os setores mais oprimidos como mulheres, LGBTQIA+, [email protected] e indígenas. Através desse métodos históricos da classe trabalhadora, poderemos construir a verdadeira força que pode revogar todas as reformas, acabar com as privatizações, por fim aos ataques que precarizam as nossas vidas e destroem nossos direitos, derrubando Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas. É preciso romper com essa política do petismo, que hoje usa das mobilizações para fortalecer a saída eleitoral de Lula 2022 e coloca a saída do impeachment como única saída para agora, mas que na verdade só fortalecerá ainda mais a mesma direita que nos golpeia todos os dias.




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