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AJUSTES E DEMISSÕES | PSB de Freixo e Dino passa reforma da previdência em Recife

Ataque aos trabalhadores passou em regime de urgência a pedido de João Campos, prefeito de Recife do PSB e com apoio do PCdoB de Manuela d’Ávila. Reforma aumenta alíquota de contribuição e tempo, além de planos de demissão voluntária. Essa semana Lula vai ao nordeste se reunir com a cúpula desse PSB para pensar alianças para 2022.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

terça-feira 22 de junho | Edição do dia

Imagem: Reprodução/Globo

No único estado onde as manifestações do dia 29 de maio foram reprimidas, a reforma da previdência dos servidores municipais foi aprovada a pedido de urgência do prefeito João Campos do PSB, mesmo partido de Paulo Câmara que reprimiu as manifestações do 29M. PSB se colocou nas eleições de 2020 como alternativa ao bolsonarismo e levou a que partidos como PT, PCdoB, PCB e PSOL mantivessem alianças com o partido que historicamente apoiou o golpe, Aécio e a independência do Banco Central.

Saiba mais: PSB no nordeste e a frente ampla com PT na corrida eleitoral em 2022

A reforma de Campos aumenta de 12,82% para 14% a alíquota de contribuição previdenciária para todos os funcionários, além de aumentar a idade mínima para aposentadoria, as mulheres passando de 55 para 61 anos e os homens de 60 para 64 anos. Esse absurdo ataque do governo do PSB é ainda pior para as mulheres. Cabe dizer que essa reforma tem elementos até piores que o projeto aprovado pelo Congresso em 2019 prevê, como a inexistência de alíquota progressiva. Ainda prevê um plano de incentivo de “demissão voluntária” em empresas estatais de Recife. O plano de demissão atinge estatais estratégicas da cidade, que poderiam estar contratando em um momento agudo de desemprego para inclusive melhorar o serviço e as condições estruturais da cidade, que sofre todos os dias com transportes lotados, caos urbano, alagamentos e deslizamentos.

Veja também: Educação paralisa em Belém contra retorno e exige salário mínimo de Edmilson-PSOL

O PSB no Congresso demonstra também que só se difere de Bolsonaro na forma mas que o conteúdo de precarização e privatização faz parte de sua política. No programa “Brasil não é para amadores”, Danilo Paris, explica como a nova sigla de Freixo votou junto com Bolsonaro em diversas ocasiões, além de ter deputados apoiando a privatização da Eletrobras, que vai deixar os brasileiros com a conta de luz mais cara em um serviço mais precário, além de acarretar em centenas de empregos perdidos.

Ainda sim, no nordeste, o partido é chave para os planos de Lula das eleições de 2022 e sua frente ampla. O que mostra que longe do PT estar quieto sobre as manifestações, se mantém com atuando para que as manifestações desgaste Bolsonaro e fortaleçam a perspectiva da frente ampla com golpistas e Lula. O PT e PC do B que dirigem as centrais sindicais separaram a luta do dia 19, marcando um ato fantasma para o dia 18. É preciso exigir que as centrais sindicais, como a CUT e CTB rompam sua paralisia de esperar 2022 e organizem a luta agora, com uma paralisação nacional e assembleias de base em que os trabalhadores possam pensar num plano de luta contra os ataques de Bolsonaro mas também contra os de Campos.

Para seguir a nossa luta: A força nas ruas não pode ser combustível para campanha eleitoral! Paralisação nacional já




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