Educação

VIOLÊNCIA POLICIAL

PM espanca e aponta arma contra alunos da Escola Estadual Emygdio de Barros, na ZO de SP

A noite de ontem (18) na Escola Estadual Emygdio de Barros, no Jardim Bonfiglioli, na Zona Oeste de São Paulo, foi marcada por mais um episódio de abuso da polícia militar sobre a juventude periférica com conivência da diretoria da escola. Estudantes que filmavam a ação absurda também foram brutalmente agredidos, com policiais sacando armas de fogo contra os estudantes.

quarta-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

De acordo com o relato de um dos alunos, o fato se deu devido ao questionamento de um aluno a direção da escola devido à ausência de seu nome na lista de matriculados e com o desentendimento entre aluno e direção.

Em resposta, a direção chamou a Polícia Militar que, em vídeos divulgados em redes sociais, aparece agredindo dois jovens e um outro policial ainda aponta uma arma para os estudantes que registravam a ação. Essa é a polícia assassina de Dória que ataca a educação e reprime e assassina a juventude negra. As imagens são revoltantes:

Segundo o G1 existe um terceiro vídeo no qual os dois jovens agredidos aparecem algemados sendo levados por policiais militares pela escadaria da escola. Os estudantes foram detidos por desacato e encaminhados ao 91° Distrito Policial, na Vila Leopoldina. Eles prestaram depoimento ao delegado na manhã desta quarta (19). Os PMs envolvidos e a direção de ensino também foram ouvidos.

O caso foi comunicado ao Conselho Tutelar do Rio Pequeno que informou que irá encaminhar na manhã desta quarta-feira (19) denúncia ao Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado de São Paulo para que tomem as medidas cabíveis necessárias tanto por parte da Polícia Militar quanto da direção da escola, que, segundo relatos de alunos aos conselheiros, permitiu a entrada dos policiais militares na escola.

Segundo informações, o conselheiro tutelar Gledson Deziatto, considera o caso grave colocando que: "Foi uma situação de abuso de autoridade tanto por parte da escola como da Polícia Militar. Isso não pode acontecer dentro de uma escola. Vamos pedir para o Ministério Público de São Paulo tomar as medidas necessárias neste caso. Os alunos estão com medo de ir para a escola." A Secretaria da Segurança Pública colocou em nota que vai analisar as imagens e adotar as medidas cabíveis. A Secretaria Estadual da Educação também afirmou que apura o caso e colabora com as investigações.

O fato se soma a tantos outros vivenciados em diversas regiões do país, sobre o avanço dos modos repressivos da polícia com a conivência e incentivo de governadores como Witzel, no Rio de Janeiro, e Doria em São Paulo. Nós do Esquerda Diário, rechaçamos as ações policiais e mostramos a relação que tem as ações repressivas com a precarização da vida e com os ataques a educação, pois são formas de fazer com que os filhos e a classe trabalhadora paguem por uma crise que não é nossa. Ações como esta atuam no sentido de criminalizar, assassinar, torturar o povo pobre e trabalhador que cada dia mais é explorado economicamente e submetido às violências físicas, sociais, morais do Estado, com total respaldo e legitimidade.




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