Sociedade

AGRESSÃO POLICIAL

PM do Ceará voltou do motim miliciano agredindo e prendendo estudantes

No dia 1° de Março, primeiro dia da volta à ativa da PM cearense após o motim reacionário, policiais invadiram uma escola que haviam ocupado durante a “greve” para intimidar e agredir estudantes que teriam xingado os PMs. Esse revoltante episódio da uma mostra de quem são os amotinados da PM cearense.

sábado 7 de março de 2020| Edição do dia

O caso ocorrido na Escola Estadual Waldemar Falcão, em Fortaleza, foi denunciado pela direção da escola, que relatou que os estudantes que teriam xingado os PMs sofreram uma abodagem brutalizante, com paredão, revistas e ofensas, além disso os policiais ameaçaram todos os estudantes de levá-los presos.

A Apeoc, sindicato dos professores do Ceará, relata: “o que se viu foi uma abordagem grotesca para o ambiente escolar, os garotos foram colocados contra a parede, revistados, dado buscas em seus pertences enquanto ouviam palavras de chulas e ofensivas por parte da força policial. Uma situação que expôs a coordenação a um sentimento de impotência sobre a ação, onde todos ficaram em estado de choque com a cena.”

Essa atuação repugnante da PM cearense mostra que a “luta” da polícia por melhores salários na verdade é a luta por melhores condições para reprimir a juventude e os trabalhadores, para agredir e matar jovens negros e periféricos como ocorre Brasil afora. Isso escancara a atuação miliciana e “paramilitar” dos amotinados que aterrorizaram a população cearense por mais de 10 dias com o apoio de Bolsonaro.

Tão escancarada é a ligação do motim cearense ao presidente Jair Bolsonaro e sua laia, que ao fim da “greve”, o diretor da Força Nacional de Segurança Pública, coronel Aginaldo de Oliveira dclarou na última assembleia dos PMs: “Acreditem: vocês são gigantes, vocês são monstros, vocês são corajosos; demonstraram isso ao longo desses dez, onze, doze dias que estão aqui dentro desse quartel”.




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