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PIB aumenta no terceiro trimestre em meio às incertezas da pandemia e recorde de desemprego

Ao mesmo tempo em que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,1% em setembro ante agosto, a nova onda da pandemia lança incertezas e pretos e pardos são os setores da classe trabalhadora mais atingidos pelo desemprego e pela crise instalada no país.

quinta-feira 19 de novembro| Edição do dia

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,1% em setembro ante agosto, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No terceiro trimestre, a atividade econômica cresceu 7,5% em relação ao segundo trimestre deste ano. Na comparação com setembro de 2019, a economia teve redução de 2,3% em setembro de 2020. Em relação ao terceiro trimestre de 2019, o PIB encolheu 4,4% no terceiro trimestre deste ano.

Na passagem do segundo trimestre de 2020 para o terceiro trimestre, todas as atividades sob a ótica da oferta apresentaram crescimento, impulsionadas pela base de comparação depreciada, uma vez que o resultado do segundo trimestre foi negativo para grande parte dos setores em decorrência da crise provocada pela pandemia de covid-19. A exceção foi a agropecuária (-0,3%), por não ter sido impactada diretamente pela pandemia.

O PIB da indústria cresceu 13,4% no terceiro trimestre ante o segundo trimestre, com desempenhos positivos em todos os componentes. A indústria de transformação teve um salto de 22,1% no período, depois do recuo de 18,2% registrado no trimestre anterior.

Já os serviços avançaram 5,5%, também com crescimentos em todos os setores. O destaque foi a alta de 17,4% no comércio no terceiro trimestre, sucedendo a perda de 13,0% verificada no segundo trimestre.

Se por um lado o terceiro trimestre de 2020 trouxe às indústrias e a outros setores um aumento no PIB, a pandemia provocada pelo coronavírus teve consequências devastadores na vida da classe trabalhadora. Um estudo realizado pela FGV aponta que pretos e pardos são os que mais sofrem com desemprego. Não é novidade que os mais afetados com a pandemia são os pretos, pardos e trabalhadores, em quem é descarregada a crise, enquanto banqueiros, empresários e capitalistas continuam enriquecendo.

Com informações da Agência Estado.




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