Política

VACINA PARA TODOS

Os sindicatos precisam assumir a luta por vacinação para toda a população

É preciso unidade para lutarmos por vacinas para todos, através da quebra de patentes sem indenização, construindo uma forte luta da nossa classe para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

quarta-feira 5 de maio| Edição do dia

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Nosso país já atingiu mais de 410 mil mortes por covid e a vacinação não está sendo garantida à população. O negacionista Bolsonaro, que negou no ano passado diversas vezes a compra de vacinas, segue atuando com sua política contra nossas vidas e ainda usando da pandemia para continuar com a agenda de ataques desse regime golpista, usando de artifícios autoritários como a LSN e destilando seu ódio contra a juventude, os trabalhadores e setores oprimidos.

É urgente que os sindicatos se coloquem em unidade e construam uma forte luta pela vacinação de toda a população, através da quebra de patentes sem indenização e com produção sob controle dos trabalhadores da saúde e pesquisadores.

Sabemos que nada pode se esperar de Bolsonaro, mas também não podemos nos deixar enganar pela CPI da covid que na realidade é um instrumento que servirá para assegurar o regime, caso a situação se agrave ainda mais e não para garantir qualquer tipo de política pelas nossas vidas, e ainda para desgastar Bolsonaro e colocá-lo mais alinhado em garantir privatizações e ataques contra nós. Por isso, nenhum ator desse regime - seja STF, Congresso ou governadores - irá garantir de fato uma saída para essa crise, pois todos atuam pelo lucro dos empresários e do imperialismo.

A garantia de vacinas através da quebra de patentes e tantas outras medidas de controle da pandemia podem ser garantidas pela força dos trabalhadores, pois somente estes podem agir em prol da vida e não dos lucros. Enquanto os empresários estão lucrando com vacinas, medicamentos, equipamentos e tantos outros insumos necessários para o combate a pandemia, os sindicatos precisam armar uma grande luta unificada, juntamente com os movimentos sociais, como o negro e de mulheres, impulsionando a auto-organização dos trabalhadores para que estes sejam sujeitos pela luta de um plano emergencial contra a covid e a crise sanitária e econômica no país.

Além dos golpistas não garantirem vacinas para todos, 9 estados do país suspenderam a aplicação da segunda dose por falta de vacinas para quem já tomou a primeira dose, além de capitais e cidades de outros estados.

Não será possível esperar as eleições para daqui 2 anos, ainda mais frente ao fato de que Lula, que seria uma opção contra Bolsonaro, já deixou claro que não pretende reverter a agenda de ataques desse regime, pretendendo atuar para garantir os lucros dos capitalistas para que sobrem migalhas ao resto da população. Ou seja, como esperar desse governo a quebra de patentes necessária para alcançar a ampla vacinação de todos, sem indenização e sob controle operário, se o PT tem deixado claro que quer o seu espaço por dentro do regime, sem romper com os capitalistas nacionais e internacionais e os golpistas, como STF, a direita e setor dos militares.

Por isso, para não seguirmos morrendo de covid ou de fome, basta de paralisia das grandes centrais sindicais - dirigidas em sua maioria pela CUT (PT) e CTB (PCdoB) - ou da fragmentação das nossas lutas, colocando cada sindicato ou setor de trabalhadores lutando de forma isolada pelas suas vacinas e direitos. Vacina é um direito de todos e uma demanda que deve unir toda nossa classe para pôr um fim no lucro dos empresários e fazer com que sejam os capitalistas que paguem por essa crise.




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