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Corrupção | Orçamento secreto de Bolsonaro é encontrado em mala com 1,3 milhão desviados da Codevasf

A PF encontrou 1,3 milhões de reais em uma mala em operação que investiga desvios na Codevasf, estatal inchada com emendas do orçamento secreto de Bolsonaro e do centrão.

quarta-feira 20 de julho | Edição do dia

1,3 milhão de reais foram encontrados em espécie em uma mala durante a Operação Odoacro, da Polícia Federal, no Maranhão. A operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e uma prisão, do empresário Eduardo José Barros Costa que é sócio oculto da empresa Construservice, vice-líder em licitações junto à Codevasf, empresa do governo Federal.

A Construservice abocanhou a maior parte das licitações de editais públicos da Codevasf, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, sendo a segunda empresa com mais licitações junto à Companhia, crescendo desde 2019 com o governo Bolsonaro. Com o governo Bolsonaro, a empresa já venceu R$ 140 milhões em licitações, e destes editais, já recebeu R$ 10 milhões.

A operação da PF investiga um esquema no qual empresários usam laranjas para concorrer às licitações, desta forma tirando proveito dos editais públicos. As empresas participantes estão registradas em nomes de terceiros, que são laranjas do grupo criminoso. A Codevasf viu seu orçamento inflar durante o governo Bolsonaro, saltando de R$ 1,3 bilhões para R$ 3,4 bilhões de 2018 até 2021, e esse aumento veio principalmente através de emendas parlamentares destinadas à Companhia, que aumentaram de R$ 302 milhões para R$ 2,1 bilhões.

Essas emendas parlamentares são justamente aquelas do orçamento secreto, presente dado por Bolsonaro ao Centrão em um acordo entre ele, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, líderes respectivamente do Senado da Câmara e representantes do Centrão.

Mais um caso de corrupção à luz do dia é evidente, e por isso a Polícia Federal se movimento para tentar mostrar serviço, mas a verdade é que não faltam escândalos de corrupção neste governo, e mesmo assim, Bolsonaro segue blindado pelo legislativo e pelo sistema judiciário. Sendo assim, a PF encontrou o infame orçamento secreto, mais de R$ 1 milhão em uma mala, além de apreender jóias, relógios de luxo e produtos ostentados pelos criminosos.

O mesmo Centrão que está agora com Bolsonaro, e que também foi um dos pilares do golpe institucional, não se move por ideologias, mas por cargos, ministérios e corrupção. Este centrão não terá problemas de negociar também com um provável governo Lula, que não dá nenhum sinal de combate à corrupção, mas, pelo contrário, procura ativamente figuras deste mesmo centrão, incluíndo a bancada ruralista, para obter a governabilidade às custas da manutenção de um exército de parasitas dos recursos públicos.

O ridículo "combate à corrupção" da direita, protagonizado por objetos de riso como Sérgio Moro e Dalagnol, se mostraram como exemplos de hipocrisia, já que ajudaram a colocar Temer e Bolsonaro, dois ultra corruptos, no poder. É preciso que a esquerda seja intransigente com o centrão corrupto, apresetando um programa real para combater a corrupção: que todo político e qualquer cargo público eleito ganhe o mesmo salário que uma professora, e que seus cargos possam ser revogados à qualquer momento por aqueles que os elegeram. Pelo fim dos privilégios, confisco de bens de todos os corruptos, comissões de trabalhadores, movimentos sociais, entidades civis e sindicatos, para investigar os casos de corrupção, pois o judiciário e o ministério público fazem parte dos esquemas e trabalham para encobertar a todos eles, prendendo um ou outro bode expiatório para fingir serviço.




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