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Corrupção | Orçamento secreto beneficia pai de Arthur Lira durante a negociação da PEC dos precatórios

Biu de Lira (PP), prefeito de Barra de São Miguel em Alagoas e pai de Arthur Lira (presidente da Câmara dos Deputados-PP) recebeu R$3,8 milhões em emendas de relator, um tipo de emenda que foi apelidada de “orçamento secreto” devido a falta de transparência e que vem sendo usada como moeda de troca nas votações da Câmara, como na recente PEC dos precatórios.

terça-feira 9 de novembro | Edição do dia

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Desde que o orçamento secreto está em vigor os prefeitos aliados de Arthur Lira já receberam mais de R$110 milhões. R$9,9 milhões apenas para a prefeitura de seu pai. Os recentes R$3,8 milhões foram enviados por meio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), companhia essa que por acaso ou não é comandada por João José Pereira Filho, primo de Arthur Lira. Então está tudo em família.

Lira nega que esses recursos tenham a ver com a aprovação recente da PEC dos precatórios e que seria apenas uma coincidência esses 3,8 milhões irem para a prefeitura de seu pai no mesmo período em que se negociava a PEC em 29 de outubro. A PEC dos precatórios é de sumo interesse de Bolsonaro para viabilizar o temporário Auxílio Brasil de R$400,00 além de deixar outros R$10 bilhões na manga sem vinculação para 2022, que podem engordar ainda mais o chamado orçamento secreto.

Em maio Bolsonaro destinou mais de R$3 bilhões para comprar o centrão por meio desses orçamentos secretos. Parte do dinheiro foi usado para a compra de equipamentos agrícolas superfaturados em até 259%. É uma verdadeira farra com o dinheiro público que se escancara mais e mais a cada dia. Nenhuma instituição desse regime apodrecido do golpe institucional é capaz de frear isso enquanto o povo trabalhador e pobre sofre na miséria e no desemprego. Somente a força da nossa classe organizada pode impor uma saída diferente, impondo pela nossa luta que sejam os capitalistas e toda sua corja política que paguem pela crise que criaram.




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