Política

REPROVAÇÃO AUMENTA

Ódio ao governo Bolsonaro cresce e chega a 49% em meio a enorme crise econômica e sanitária

A nova pesquisa da Exame/Ideia divulgada hoje (26) indica uma crescente reprovação do governo reacionário de Jair Bolsonaro. Os cortes no auxílio emergencial, tanto no valor como no alcance, assim como o descontrole da pandemia, são os principais motivos do ódio ao governo que cada vez mais se expressa.

sexta-feira 26 de março| Edição do dia

De 37% de apoiadores em janeiro, Bolsonaro agora é aprovado por apenas 25%. Uma queda significante de 12 pontos percentuais.

De 37% dos que reprovavam no início do ano esse governo majoritariamente de militares, houve um salto para 49% de brasileiros que reprovam, os mesmos 12 pontos percentuais de queda de apoiadores.

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Os que ficavam em cima do muro eram 24%. Hoje são 22% os que não aprovam e nem reprovam o governo que tanto garantiu aos empresários e banqueiros que a crise fosse paga pelos trabalhadores com desemprego, corte de direitos, inflação e fome e por meses a fio desrespeitou centenas de milhares de vidas perdidas pela “gripizinha”.

A pesquisa também perguntou se os entrevistados concordavam com as medidas de restrição implementadas por governadores e prefeitos por todo o país. 56% afirmam que concordam com as medidas de restrição, 21% se disseram indiferentes, 16% discordaram e 7% não souberam responder.

Dados que demonstram o crescimento do ódio contra o governo Bolsonaro, mas também o crescimento da força de governadores e prefeitos em relação ao governo Bolsonaro. Mas que se sustentam numa demagogia das medidas de restrição, que não ocorrem na prática. Não é garantida o afastamento remunerado de diversas profissões e trabalhadores dos grupos de risco, a proibição de demissões, transportes continuam lotados, testes, vacinas, leitos e insumos básicos para o combate à pandemia continuam escassos e sob risco de completo desabastecimento.

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Outra pergunta foi em relação a velocidade da vacinação. 77% dos entrevistados consideram a aplicação de doses atrasada, um aumento de 10 pontos percentuais se comparados ao números registrados no dia 15 de janeiro.

O levantamento ouviu 1.255 pessoas entre os dias 22 e 24 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.




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