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Pandemia | Ocupação dos leitos de UTI atinge 80% em quatro estados brasileiros

Os estados que enfrentam maior pressão são Ceará, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, com 80% ou mais de leitos de UTI ocupados.

quarta-feira 19 de janeiro | Edição do dia

Foto: divulgação governo de São Paulo

Uma nova escalada de casos da Covid-19 neste início de ano ampliou a pressão sobre os hospitais e fez com que quatro estados atingissem o patamar de 80% ou mais na ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Os estados com maior pressão no sistema de saúde pública são Ceará e Goiás, que registraram uma ocupação de 87% dos leitos para pacientes graves. Na sequência, aparecem Pernambuco com 86% e Espírito Santo com 80%.

Um ano após o colapso do sistema de saúde e das mortes de doentes por falta de oxigênio em hospitais, o Amazonas também registra um cenário preocupante, atingindo a marca de ocupação de 77% dos leitos públicos de UTI direcionados para pacientes com Covid. O número de leitos intensivos ocupados saltou de 18, no início do mês, para 58, nesta segunda.

Segundo o governo do Amazonas, a média móvel de casos teve alta de 1.007% no estado entre os dias 1º e 13 de janeiro. O maior crescimento, de 2.493%, foi identificado em Manaus. Apenas nesta segunda (17), foram confirmados 2.674 casos no estado.

Na Bahia, a taxa de ocupação de leitos de UTI da rede pública era 65% nesta terça (18). Do total de 545 leitos disponíveis, 352 estão ocupados por pacientes com Covid-19.

De acordo com o governo baiano, cerca de 80% dos pacientes internados são pessoas que não completaram o esquema vacinal.

No estado de São Paulo, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid alcançou 54% nesta segunda (17), com tendência de alta. O índice de ocupação era de 39% em 10 de janeiro e de 25% no primeiro dia do ano.

Na capital, o cenário é mais preocupante, com uma ocupação de 69% dos leitos para pacientes graves com Covid-19.

O estado do Rio de Janeiro está com cerca de 10% dos leitos de terapia intensiva da rede estadual ocupados por pacientes com Covid-19. Por outro lado, há pressão na capital: a taxa de ocupação de UTIs públicas subiu rapidamente e chegou a 64% nesta segunda. O número de internados em enfermarias e leitos intensivos para Covid mais do que triplicou em seis dias —de 163 para 624, entre 11 e 17 de janeiro.

Estado e capital sofrem uma grande baixa de profissionais de saúde afastados pela doença. Todas as cirurgias eletivas foram suspensas por um mês na rede estadual, pela falta de funcionários (que já bate 20%), pelo risco de contaminação e pela redução das doações de sangue.

A rede federal também já sente as consequências —o Rio tem seis hospitais da União, o maior número do país. O hospital Cardoso Fontes suspendeu os atendimentos da emergência na última sexta (17), porque 45% dos profissionais estão com Covid ou influenza.




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