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COLAPSO DA SAÚDE

Ocupação de leitos de UTI em nove capitais chega a 90% e em 17 estados o número ultrapassa 80%

Com o aumento de novos casos da Covid-19 no Brasil, cresceu a pressão por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes graves e o nível de ocupação já ultrapassa 90% das vagas em nove capitais brasileiras, além do Distrito Federal. Quando levamos em consideração os números dos estados a preocupação se evidencia em 17 deles.

quinta-feira 27 de maio| Edição do dia

Foto: Uai/Reprodução

O cenário piorou em relação à semana passada, nas capitais Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, São Luís, Natal, Maceió, Aracaju, Campo Grande e Palmas a preocupação por falta de leitos é maior. O Distrito Federal também enfrenta uma situação crítica, com 95% dos leitos ocupados. Na última terça (25), pela primeira vez em 57 dias, a taxa de contágio (Rt) ultrapassou o teto que demonstra a dificuldade na contenção da transmissão da doença e indica a proximidade de uma terceira onda de contágio.

A média móvel de casos de Covid-19 vem aumentando desde o fim de abril. Nesta semana, o número está em cerca de 65 mil infectados por dia, e os dados vêm apontando tendência de crescimento desde o início de maio. O acréscimo recente nos casos e a alta ocupação nos hospitais podem acelerar o aumento dos óbitos.

No Rio de Janeiro, mesmo com a abertura de insuficientes cem UTIs públicas na última semana, a cidade registrou nesta segunda-feira (24) uma taxa de ocupação de 93% dos leitos.

Em Curitiba, a fila de espera quadruplicou em um mês e a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid está em 95% na capital, no estado do Paraná já são quase 500 pessoas aguardando vagas de terapia intensiva.

Em Campo Grande, o cenário é ainda pior: não há mais UTIs disponíveis para Covid-19. Com a alta demanda, vagas foram improvisadas e no estado do Mato Grosso do Sul a ocupação já atingiu 100%.

No Distrito Federal, a taxa de ocupação estava em torno de 94% no início desta semana, a Secretaria de Saúde local diz ser devido ao absurdo caso de leitos bloqueados por causa de um reajuste nos contratos, o que não alivia em nada a sua responsabilidade, pelo contrário, deixa evidente o descaso com a população.

A situação também segue crítica em cinco capitais do Nordeste. Na região metropolitana do Recife atinge 98% dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19. Desde o dia 26 de fevereiro, Pernambuco apresenta taxa de ocupação de UTI para Covid-19 igual ou superior a 90%. É o maior número desde o início da pandemia.

No Maranhão, os dados da Grande Ilha, que incluem a capital, São Luís, é de 95% dos leitos ocupados no início desta semana. O estado foi o primeiro no país a registrar casos da variante indiana do coronavírus Sars-CoV-2.
Na região metropolitana de Natal, a taxa de ocupação de UTIs passou de 93% para 95%.

Aracaju também enfrenta um cenário preocupante com 97% dos leitos de terapia intensiva da capital sergipana ocupados. Outras capitais mais populosas ainda não atingiram ponto crítico, mas entraram em alerta. Em Salvador, a ocupação dos leitos manteve-se no patamar de 80% pela segunda semana consecutiva.

Em Belo Horizonte, a taxa de ocupação chegou a 87% em leitos do SUS. Em todo o estado de Minas Gerais, a ocupação de UTIs estaduais está em torno de 80%, mas a fila de pacientes que aguardam por um leito de UTI passou de 191 para 248 pessoas nesta segunda (24).

No estado de São Paulo, após um período em queda e estagnação, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 voltou a apresentar alta e alcançou 81%.
Na região metropolitana de João Pessoa a taxa de ocupação deu um salto de 46% para 78% em apenas uma semana.

A política frente à pandemia, conduzida por Bolsonaro e os golpistas desde o começo, deixou os trabalhadores morrendo enquanto priorizava o lucro dos grandes empresários. A tardia vacinação brasileira, com atrasos na compra, distribuição e aplicação, é insuficiente diante dos níveis de contágio no país, Bolsonaro e seus comparsas são responsáveis pelos mais de 450 mil brasileiros mortos.

Pode interessar: Queiroga culpa SUS pela piora da pandemia, o mesmo SUS que Bolsonaro cortou bilhões

Veja também o ED Comenta: A terceira onda da covid-19 no Brasil




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