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Militarização no Rio | Ocupação com mil policiais no Jacarezinho dá início ao Cidade Integrada, continuador das UPPs no Rio

Novo programa de segurança do governo Claudio Castro quer “repaginar” as fracassadas e racistas UPPs. Oito meses após a maior chacina da história fluminense, Jacarezinho foi palco do início da operação, com o cerco por mais de mil policiais militares que assustou a população.

quarta-feira 19 de janeiro | Edição do dia

Foto: Marcos Porto

Quatorze anos após o início das UPPs, que destilaram violência policial e a militarização das favelas e comunidades cariocas, o governo Claudio Castro deu início a mais uma operação de retomada dos territórios sob o controle do tráfico.

O início da operação mostrou que se trata mais uma vez de uma repaginação de fachada, uma vez que a ação se pautou pela ocupação militar da comunidade do Jacarezinho. Se dessa vez não houve as cenas espetaculares de blindados subindo o morro e perseguição a tiro dos traficantes, a estratégia foi a mesma com o estabelecimento de um cerco policial com mais de mil homens e o cumprimento de 42 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão de adolescentes.

Na noite anterior, a ação da polícia já começou com o cerco da área pelo BOPE, visto com apreensão pelos moradores locais, em razão de que há um ano a região era palco da chacina mais letal da história do estado, com a execução de 28 pessoas.

Outras cinco regiões da cidade estão na mira para a realização de novas operações:
Muzema/Tijuquinha/Morro do Banco, no Itanhangá; Cesarão, em Santa Cruz; Pavão-Pavaozinho/Cantagalo, em Copacabana e em Ipanema; Maré; Rio das Pedras.

A estratégia da operação repete a ideia de retomada dos territórios e patrulha ostensiva das áreas, ou seja da militarização da vida dos moradores dessas comunidades feita pelas UPPs e pela intervenção federal sob o estado que fracassaram e apenas produziram repetitivos casos de abuso, violência policial e racismo, com a escalada de mortes pela polícia do estado e militares, como os casos conhecidos de Amarildo e de Evaldo Rosa.

Carolina Cacau se pronunciou no Twitter sobre este assunto.




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