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FORA IMPERIALISMO | O que tem por detrás das mobilizações em Cuba? Uma breve análise

As mobilizações em Cuba têm como pano de fundo o aumento generalizado da miséria social e a má gestão da pandemia.

segunda-feira 12 de julho | Edição do dia

Foto: Reuters/Stringer

As mobilizações em Cuba têm como pano de fundo o aumento generalizado da miséria social e a má gestão da pandemia. O bloqueio criminoso promovido pelos Estados Unidos agrava as condições em Cuba. As políticas restauracionistas da burocracia do Partido Comunista Cubano agravaram ainda mais a situação, promovendo a formação de forças hostis à revolução, mesmo dentro da própria burocracia, e um aumento considerável da desigualdade social.

Esclarecido o quadro, as mobilizações não podem ser reduzidas a uma simples manifestação de elementos contrarrevolucionários e imperialistas. A situação é desesperadora em Cuba. Certamente esses setores se acumulam nas manifestações com seus objetivos reacionários e é a desculpa da burocracia dominante para lançar uma ofensiva repressiva. Desse modo, o regime não atua como guardião das conquistas da revolução de 1959, mas de seu poder e privilégios de casta.
Em sintonia, eles detiveram setores da base castrista e oponentes marxistas, como Frank García Hernández, que são críticos pela esquerda da política da burocracia liderada por Díaz Canel.

Para uma analise mais profunda: O que expressam as manifestações contra o governo cubano e sua resposta repressiva

Devemos exigir a libertação imediata dos militantes de esquerda presos. Para combater os vermes e o imperialismo, não se pode apelar à política repressiva de uma burocracia que tem encorajado os restauracionistas, colocando em risco as conquistas do povo cubano.

A defesa das conquistas que restam da revolução de 1959 levanta a necessidade da mais ampla liberdade política e organizacional dos trabalhadores e camponeses.




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