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SÃO PAULO

“O que mata nas madrugadas de SP não é o frio, é a especulação imobiliária”, diz Marcello Pablito

quarta-feira 26 de agosto| Edição do dia

Marcello Pablito declarou que:

São Paulo tem um déficit habitacional de 474 mil moradias. Enquanto existem mais de 300 mil imóveis vazios e 1800 mansões, que equivalem a 107 mil casas populares, 25 mil pessoas dormem nas ruas de São Paulo todos os dias. Dessas mansões, uma delas é a casa do governador João Doria, do mesmo partido de Bruno Covas que agora quer se reeleger como prefeito da capital. Bia Doria, esposa do tucano João Doria, é aquela que disse recentemente que quem mora na rua é porque gosta e que essa situação é “atrativa”.

Nas últimas semanas começaram os primeiros mortos por frio deste ano em SP, a metrópole mais rica do país, mas o que mata nas madrugadas não é o frio, é a especulação imobiliária. E é por isso que precisamos de uma reforma urbana radical.

Essas mortes são também por causa da dívida pública, que transfere as riquezas do país para as mãos do mercado financeiro, diante de mecanismos que impedem investimentos nos municípios, como por exemplo a Lei de Responsabilidade Fiscal, que controla e sufoca esses gastos. Nacionalmente, o teto de gastos cortou recursos para todas as áreas sociais.
Tudo isso enquanto assistíamos os serviços públicos desmoronando, pessoas precisando de atendimento em saúde, precarização na educação, aumento das pessoas morando nas ruas, aumento da pobreza, do desemprego, da fome.

Essas leis servem para o governo Bolsonaro, o STF, o Congresso Nacional, os governadores e todos os prefeitos garantirem um sistema no qual o dinheiro vá para os poderosos donos da dívida pública.

Basta! Diante de tanta miséria, fome e violência policial nas favelas, como vimos em Paraisópolis, e das consequências da pandemia e do desemprego, é preciso romper com essas leis e lutar pelo não pagamento da dívida pública.

Em Heliópolis, Capão Redondo, na Brasilândia e em todas as favelas e bairros pobres, da Zona Leste à Zona Sul, é preciso expropriar os imóveis desocupados para que sejam ocupados por quem precisa.

É urgente a taxação das grandes mansões e fortunas e a construção de moradias, creches, escolas, UBSs e parques através de um plano de obras públicas que esteja sob o controle dos próprios trabalhadores, que são quem carrega essa cidade nas costas. Só assim atacaremos o desemprego e faremos com os capitalistas paguem pelos custos dessa crise.

Marcello Pablito compõe a pré-candidatura da Bancada Revolucionária de Trabalhadores a vereador em São Paulo, ao lado de Diana Assunção e Letícia Parks. A pré-candidatura é impulsionada pelo MRT por filiação democrática no PSOL. Conheça um pouco de sua trajetória.




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