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Carta de apresentação da Faísca | O marxismo como ferramenta de luta para garantir o futuro da juventude

A nova camada de estudantes da UERJ são estudantes que teve que superar o vestibular durante uma onda crescente de óbitos pelo coronavírus e a política negacionista de Bolsonaro e Mourão. Diante disso, por que o marxismo se faz ainda mais necessário nesse segundo ano de pandemia e aprofundamento da crise econômica? Esse texto é um chamado aos jovens e trabalhadores ingressantes da UERJ a construir uma alternativa revolucionária e de luta frente aos desafios e problemas de nossa época.

quarta-feira 1º de setembro | Edição do dia

A realidade do país aponta para cenários cada vez mais difíceis para a juventude e o conjunto da classe trabalhadora. A crise do coronavírus segue aberta e se soma com a crise econômica que a classe dominante insiste em empurrar nas nossas costas. A juventude hoje está entre o desemprego e o trabalho precário. A reforma trabalhista e a reforma da previdência, ataques contra a classe trabalhadora, foram implementados para negar o direito do futuro para a juventude e legitimar a precarização do trabalho em um patamar ainda maior de exploração. Os jovens negros e pobres são os principais usuários dos transportes públicos ultra lotados e precários, a questão das péssimas condições de moradias também é outra problemática estrutural no país, como se não bastasse isso, a juventude pobre e negra são as principais vítimas da violência policial legitimada pelo Estado capitalista. Essa época vivida por nós é uma grande amostra que o capitalismo não merece sua própria existência e não consegue superar suas próprias necessidades, justamente por isso que em pleno XXI o marxismo revolucionário se tornar uma ferramenta de combate e luta para enfrentar a extrema direita na figura de Bolsonaro e Mourão e todo o congresso golpista desse regime.

O coletivo de juventude anti capitalista e revolucionária, a Faísca, é um coletivo que existe na UERJ em vários cursos e atualmente compomos o Centro Acadêmico de Serviço Social (CASS) ao lado de outros estudantes independentes que, como nós, entendem que um CA deve ser uma ferramenta de luta dos estudantes, batalhando cotidianamente pela auto organização do movimento estudantil e aliança operária-estudantil. Participamos ativamente dos principais processos de lutas que ocorreram na UERJ como a luta em defesa das trabalhadoras terceirizadas, contra o sucateamento da universidade, organizando assembleias, atos, paralisações e aulões fora da UERJ. Quando se completou dois anos do brutal assassinato de Marielle Franco nós, através do CASS, junto do Centro Acadêmico de Geografia, paralisamos todo o curso por justiça à Marielle e Anderson, e por uma investigação independente do Estado. No embate entre classe trabalhadora e burguesia na figura de Bolsonaro, Congresso e STF fomos parte de paralisar nosso curso e construir grandes blocos ao lado dos trabalhadores na luta contra a reforma da previdência e demais ataques. Fomos e somos parte de exigir constantemente que o DCE da UERJ (PT/PCdoB) construísse assembleias gerais onde os estudantes pudessem ter voz e se organizar. Essas batalhas estruturais e políticas na universidade é parte do que batalhamos nacionalmente com o conjunto da classe trabalhadora e juventude. Somos uma corrente internacionalista e marxista revolucionária porque defendemos a revolução no plano nacional, internacional e mundial da economia para a emancipação plena e permanente da classe trabalhadora.

Nos posicionamos firmemente contra o golpe institucional, que na prática representou o aprofundamento da exploração e opressão da burguesia contra a classe trabalhadora, que consequentemente resultou na figura asquerosa de Bolsonaro na presidência. No dia-a-dia batalhamos para superar a burocracia estudantil do PT, do PcdoB e do Levante que no plano nacional e estrutural das universidades, são verdadeiros empecilhos para a auto organização dos estudantes e dos trabalhadores, uma vez que essas correntes pouco organizam espaços de debates e de lutas, como por exemplo, não constroem assembleias que poderiam ser um fator fundamental para construção de um movimento estudantil vivo e à serviço dos trabalhadores. Acreditamos que só a aliança dos estudantes com os trabalhadores pode de fato enfrentar o governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão, o congresso e o STF que representam pilares de sustentação para a existência desse regime pós golpe de 2016. Todas essas batalhas são construídas e defendidas por nós para fazer do marxismo revolucionário o guia de ação da classe trabalhadora. Enquanto existir proletariado e burguesia, a classe trabalhadora será condenada a ter uma vida de exploração, opressão e miséria, é nesse sentido que faremos do marxismo revolucionário a ferramenta teórica e guia de ação capaz de organizar os trabalhadores e a juventude para uma verdadeira luta contra as amarras do capitalismo. É com esse espírito e ódio de classe que fazemos um grande chamado de unidade e de ação nas ruas, com paralisações, com os partidos de esquerda para construir de fato uma alternativa revolucionária onde os trabalhadores sejam os sujeitos capazes de liberar e organizar grandes processos de lutas. Isso sem abrir mão de um milímetro de nossas idéias que são inspiradas nos principais revolucionários do século XX como Lenin, Trotsky e Rosa Luxemburgo que dedicaram toda sua vida para emancipação mundial da classe trabalhadora.

De nada valem as ideias sem homens que possam pô-las em prática. Karl Marx

É baseado nessa perspectiva que queremos pôr em prática o marxismo
revolucionário à serviço de cada batalha dos trabalhadores, esse cenário de crise econômica, política e social prova que só a classe trabalhadora pode verdadeiramente mudar os rumos do país e levar ao cabo a demanda das mulheres, negros, LGBTs, da juventude, dos sem teto e de todas as vítimas do capitalismo. Enquanto os partidos de esquerda como PSOL e PSTU buscam reformas por cima, como impeachment ou frente ampla, que contempla figuras de direita inimigas dos trabalhadores. Diferente do curso que a esquerda está tomando, nós da juventude faísca buscamos nos confrontar com toda política que não se baseia na independência de classe, que não coloca os trabalhadores e a juventude na linha de frente dos processos de lutas. Não será de mal menor e mal menor que resolveremos o problema tão profundo marcado pela crise capitalista, os principais partidos de esquerda que se dizem socialistas precisam batalhar pela auto organização da classe trabalhadora ao lado da juventude.

Como já dizia Marx, a burguesia gera seus próprios coveiros, para enterrar Bolsonaro, Mourão e todo regime político do golpe institucional de 2016 só a classe trabalhadora auto organizada e consciente de sua força poderá resolver a crise que segue aberta. E a juventude nesse processo difícil, porém, não menos apaixonante, tem um papel importante e necessário em ser a chama ardente que falta no barril de pólvora da classe trabalhadora. Por isso, a faísca levantou firmemente nos últimos atos de rua a necessidade de um comando nacional de representantes eleitos em cada universidade do país, para colocar a luta na mão dos estudantes e pressionar os sindicatos por uma greve geral e impulsionou um comitê de apoio a greve da MRV em Campinas que conquistou parcialmente os direitos dos trabalhadores em uma luta dura de mais de 40 dias.

Nós da juventude Faísca primeiramente desejamos boas-vindas aos estudantes da UERJ que ingressam na universidade em um momento tão particular, ao mesmo tempo, fazemos um chamado a cada um a fazer parte das nossas fileiras revolucionárias para a construção de um partido revolucionário de trabalhadoras e trabalhadores que colocará de pé a revolução e nosso direito a arte, vida e poesia.

Convidamos cada um de vocês a fazerem parte do nosso próximo encontro online pela plataforma zoom que acontecerá no dia 18/09 às 15:00 para debater o papel do marxismo como ferramenta de luta para garantir o futuro da juventude. Para mais informações encaminhe mensagem para o número de telefone 21 97323-2086.




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