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CRISE STF X FORÇAS ARMADAS | O golpe institucional segue vivo no STF e nas Forças Armadas: lutemos contra todo plano de ajustes

Troca de farpas entre STF e Forças Armadas abre a guarda dos golpistas, é preciso exigir que as centrais sindicais organizem um plano de lutas real contra todo o regime.

sexta-feira 19 de fevereiro | Edição do dia

Foto: Reprodução/PR

O golpe institucional não foi apenas uma jogada de ódio contra o PT, foi um golpe antes de tudo contra a classe trabalhadora, que foi impedida de votar em quem quisesse, para levar adiante ataques ainda mais profundos do que o PT já vinha fazendo. Em 2018 o STF não somente aceitou totalmente subordinado as declarações dos generais das Forças Armadas, como também atuou em conjunto com a Alta Cúpula dos militares para coordenar todas as operações antidemocráticas da Lava-Jato. Todos eles apoiaram e fortaleceram a Lava-Jato e abriram caminho para o triunfo de Bolsonaro.

Eis que ressurge no cenário nacional um livro baseado em entrevistas do ex-comandante do Exército General Eduardo Villas Boas, que entre outras muitas barbaridades golpistas, reconhece que os tweets que fez no dia anterior ao julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, no STF em 2018, foram em acordo com o Alto Comando do Exército. Frente a essa declaração, o ministro do STF, Edson Fachin, "se indignou" dizendo que se trata de gravíssimo atentado contra a ordem institucional e que competiria ao STF a guarda da Constituição. Do alto da hipocrisia de toga Fachin busca se separar de Villas Boas como se nos idos anos do golpe institucional o STF e a alta cúpula das Forças Armadas não estivessem disputando o prêmio de subordinação à Lava Jato, como já apontamos diversas vezes no Esquerda Diário. Essa subordinação tinha um único objetivo: levar adiante o golpe institucional que abriu caminho para a extrema-direita com a eleição de Jair Bolsonaro, tendo um General Mourão como vice.

Como Esquerda Diário e MRT viemos demonstrando há anos que o impeachment de Dilma em 2016 e a proscrição de Lula em 2018 não eram meros mecanismos institucionais e sim se configuravam como um golpe institucional que incluía STF, militares e todas as forças da direita com o objetivo de fazer ataques ainda mais duros do que o PT já vinham fazendo. O objetivo sempre foi derrotar a classe trabalhadora.

Por isso, enquanto a unidade das forças golpistas se desmorona é preciso agitar fortemente para que o PT, a CUT e a CTB deixem de lado a passividade e sua "quarentena eterna" da luta para voltar as bases e organizar a luta dos trabalhadores. As mazelas que a população sofre diante da pandemia com milhares de mortos pela Covid-19, com toda a classe trabalhadora que é linha de frente enfrentando péssimas condições de trabalho, com o fim do auxílio emergencial, com o desemprego e a precarização já começam a se expressar em lutas parciais de resistência como a dos trabalhadores da Ford, dos professores em São Paulo e outros estados, dos petroleiros, dos trabalhadores da saúde e terceirizados.

Somente a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que pudesse destroçar todas essas instituições e colocar na mão da população a decisão sobre os rumos do país poderia dar uma resposta a essa situação que exigiria a auto-organização das massas para defender a soberania popular da repressão do estado mas também abriria espaço para que os trabalhadores avançassem num sentido de ruptura com o sistema capitalista.




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