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11A | “O dia do estudante não pode ser palanque pra burguesia e pro STF!”, diz Valéria Muller

Veja declaração de Valéria Muller, pré-candidata do MRT à deputada federal e estudante da UFRGS, sobre o teatro burguês que está sendo armado para o dia do estudante, com a FIESP, FEBRABAN, banqueiros e STF cinicamente se colocando "em defesa da democracia".

sexta-feira 29 de julho | Edição do dia

"A realidade da juventude trabalhadora hoje no Brasil de Bolsonaro e dos militares é a do do desemprego ou do trabalho precário, sem direitos trabalhistas nem direito à educação. Ainda, a cada dia a carestia de vida aumenta e se aprofunda a precarização da educação pública, fruto dos cortes bilionários que ameaçam o funcionamento das universidades federais. Frente a tudo isso, a única resposta possível é unificar estudantes e trabalhadores em cada local de estudo e trabalho para levantar desde as bases um plano de lutas, com greves e manifestações, que se enfrente frontalmente contra Bolsonaro, suas ameaças golpistas, os cortes e todas as reformas.

Esse é o conteúdo que deveria se expressar com força no próximo dia do estudante, 11 de agosto, fazendo ressoar nas ruas brasileiras o legado dos estudantes e operários que em 1968 no Brasil se unificaram contra a ditadura e fizeram os militares tremer. Porém não é isso que está se desenhando. Nos últimos dias, o que vimos foram declarações de setores absolutamente reacionários e autoritários, como a FIESP, STF e banqueiros, se unindo a esse dia 11 "em defesa da democracia". Esses setores, inimigos declarados dos trabalhadores, dos estudantes e de todos setores oprimidos, irão lançar a "Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito" dentro da USP, inspirados justamente na "Carta de 77", lida pelo então ministro Goffredo da Silva Telles Júnior, em meio à Ditadura Militar. Uma referência que faz parte de uma operação consciente para tentar ocultar o papel central da classe trabalhadora e do movimento estudantil na luta contra a ditadura.

A verdade é que frente às ameaças golpistas de Bolsonaro, esse bloco agora quer se apresentar como defensores da "democracia" (os mesmos que levaram a frente o Golpe Institucional de 2016) em função de manter todos os ataques e reformas que destruíram os direitos de amplos setores de massas. Não aceitamos!

Para combater Bolsonaro, o bolsonarismo e toda direita, não podemos nos aliar com nossos inimigos, como busca fazer o PT e a chapa Lula-Alckmin com sua política de conciliação de classes. Nosso combate deve ser na luta de classes, para revogar os cortes, as reformas e todos ataques, contra o legado do golpe institucional de 2016. Está na ordem do dia a necessidade de unificar a juventude, a classe trabalhadora, as mulheres, negros, LGBTQIAP+ e todo povo pobre de forma independente de qualquer ala desse regime podre, dos governos e patrões.

A principal entidade estudantil do país, a UNE, dirigida majoritariamente pelo PT, UJS e Levante, bem como as organizações de juventude do PSOL, estão aplaudindo essa "unidade" do dia 11. Enquanto isso, as organizações que se colocam à esquerda se calam. Mas não podemos permitir que o dia do estudante sirva para dar voz àqueles que apoiam os cortes na educação e a elitização das universidades públicas, que sustentam sua riqueza em cima do trabalho precário. A UNE, bem como as Centrais Sindicais CUT e CTB, precisam de uma vez por todas romper com sua conivência e passividade eleitoral e construir um amplo debate pelas bases em cada local de trabalho e estudo para criar um plano de lutas efetivo, com greves e mobilizações onde a direita, os banqueiros, o STF e a burguesia não tenha espaço. Essa é a batalha que nós da Juventude Faísca Revolucionária estamos dando em cada Universidade que estamos presentes e levaremos essa defesa para as eleições estudantis ao DCE aqui na UFRGS."




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