Cultura

GRUPO DE ESTUDOS CULTURA E MARXISMO

O Grupo de Estudos de Cultura e Marxismo discutirá “Pátria” no mês de setembro

“Os trabalhadores não têm pátria”. Essa é uma das frases mais famosas de Karl Marx, e também uma das mais emblemáticas. Não à toa, partimos dessa frase para pensar as próximas sessões do Grupo de Estudos de Cultura e Marxismo. Em meio a uma crise de refugiados em proporções que não eram vistas desde a segunda grande guerra mundial, comovendo todo o mundo, com forte ataque aos direitos indígenas em solo brasileiro e com as desigualdades sociais se acirrando mais e mais frente à crise, elegemos o mês de Setembro como o nosso mês “da Pátria”.

quarta-feira 16 de setembro de 2015| Edição do dia

Nas próximas três sessões do Grupo de Estudos, nos dedicaremos a pensar e desconstruir a ideia de pátria, pertencimento e fronteiras. Em meio a uma crise econômica que mostra a falência completa do capitalismo, que elevou a “cerca” à sua máxima potência, é fundamental relembrar o velho Marx e fazer cair entre nós as cercas que nos separam.

Questão Indígena e Marxismo

Na primeira sessão, que ocorrerá, extraordinariamente, em uma quinta-feira, 17/09, nos reuniremos com o Grupo de estudos de Literatura Indígena para discutir a questão indígena e os massacres que vêm acontecendo no país pelas mãos do agronegócio. Pouco tem se falado do que está acontecendo na grande mídia (no dia 7 de setembro aconteceu um importante ato na Paulista, noticiado aqui no Esquerda Diário), e menos ainda se discute a respeito do tema na academia. Por isso, abrimos nossa discussão sobre “Pátria” com a questão indígena. Essa primeira sessão ocorrerá na quinta-feira devido ao grande ato que vem sendo chamado para o dia 18, do qual o Grupo vai participar.

As fronteiras imperialistas e o drama migratório

Na segunda sessão, que acontecerá na sexta-feira, dia 25/09, discutiremos a questão da migração, que atualmente tem sido o mais intenso retrato da barbárie capitalista e da falência desse sistema desumano. Analisaremos a questão a partir de um conto do escritor palestino Ghassan Kanafani, “Homens ao Sol”, reportagens a respeito da atual crise migratória e excertos teóricos que nos permitirão entender mais claramente como o capitalismo causa, inevitavelmente, barbáries como essa. (na seção sobre a imigração no Esquerda Diário temos vários textos úteis à discussão,inclusive um que analisa o papel do imperialismo nas tragédias migratórias.)

A vida na periferia

Na terceira sessão, do dia 02/10, encerraremos esse ciclo de debates tratando da questão da habitação e da periferia. As fronteiras que o capitalismo cria não são simplesmente nacionais – elas existem também internamente. Tanto os trabalhadores não têm pátria, que dentro da “sua nação” muitas vezes lhes é negado o que seria um pertencimento pleno a ela, restando apenas as margens da sociedade. E na periferia, as contradições do capitalismo se expressam de maneira ainda mais brutal. Travaremos essa discussão a partir de excertos de Engels em um estudo sobre a questão da habitação e de obras literárias periféricas, ignoradas sumariamente pela academia.

Todas as sessões do Grupo de Estudos de Cultura e Marxismo são abertas a todas e todos que quiserem participar, não sendo obrigatória a leitura prévia dos textos. As reuniões acontecem às 12h e às 18h na sala 109 da Letras, na USP. Os textos são disponibilizados na semana do encontro na pasta 21 da xerox da Sociais e na página do grupo no facebook.




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