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111 dias da greve das educadoras de São Paulo | Nunes, Padula e Fórum das Entidades: Ouçam a voz das educadoras em greve há 111 dias!

Nós do Movimento Nossa Classe Educação chamamos todas e todos a participar da Vigília da Negociação. A luz do que mostrou o 29M, uma unidade entre nós trabalhadoras da Educação pode exigir ao Prefeito Ricardo Nunes que o mesmo atenda nossas demandas que são colocadas em prol de toda a comunidade escolar e não aceitaremos nada menos que a devolução integral dos salários que foram cortados de maneira ilegal dentro dessa legítima greve, além do atendimento às nossas reivindicações no sentido de termos segurança sanitária no chão da escola.

terça-feira 1º de junho | Edição do dia

Foto: Julio Zerbatto/Futura Press/Folhapress

Acontecerá, no dia 1 de junho, a Vigilia de Negociação, que começará às 11 horas, em frente à Câmara Municipal, ao mesmo tempo da reunião entre o Fórum das Entidades - SINPEEM (CUT), SINDSEP (CUT), SEDIN (CTB), SINESP e APROFEM -, o presidente da Câmara Milton Leite (DEM) e o secretário da educação, Fernando Padula (PSDB)

A greve das trabalhadoras da educação do município de São Paulo já chega ao seu 111º dia, com cortes de ponto ordenados pela Secretaria Municipal da Educação - dirigida por Fernando Padula (PSDB) - daquelas e aqueles que lutaram e lutam ainda contra a reabertura insegura e pela vida das comunidades, atacando de maneira ilegal o direito de greve da categoria. Escandalosamente, até agora, mesmo diante dos cortes de ponto que promete deixar trabalhadoras mães sem salário equivalente a 3 meses, nenhuma Assembléia, de fato, foi chamada pelo principal sindicato da categoria - o SINPEEM - para a base poder decidir os rumos dessa greve, não tendo nenhuma trabalhadora e trabalhador o direito de falar ou votar nessa luta que é nossa pelas vidas das comunidades escolares. Ou seja, as negociações sobre as nossas vidas e os rumos da nossa greve, mais uma vez, estão nas mãos dessas burocracias que dirigem a partir do Fórum das Entidades, principalmente na do SINPEEM, que é presedido pelo burocrata de direita Cláudio Fonseca.

O governo por outro lado - que antes era liderado por Bruno Covas (PSDB), mas que agora está nas mãos de Ricardo Nunes (MDB) e segue tendo a frente da secretária de educação o Fernando Padula - com a ajuda da grande mídia, tenta colocar a culpa da própria intransigência nos sindicatos pela extensa greve, como se não fosse o próprio governo que não atende as demandas das escolas e dos trabalhadores, tentado se passar como inocente por todas as mortes e contaminações nas comunidades escolares, devido a insegurança sanitária e descaso com as escolas, além da reabertura insegura que foi por eles imposta, deixando todos os trabalhadores e estudantes a mercê da própria sorte, quando até as trabalhadoras da limpeza de algumas regiões estavam desempregadas pelo fim do contrato entre governo e a empresa terceirizada e nem equipes de limpeza as unidades tinham na reabertura forçada no início do ano.

O 29M mostrou nas ruas a força que nossa classe pode ter para barrar todos os ataques não só de Bolsonaro, mas também de Mourão, militares e todos os golpistas, como Congresso, STF, Judiciário, governadores - como Doria (PSDB) - e prefeitos como Nunes. A nossa luta é pela vida de toda comunidade escolar; pelo direito ao ensino aos nossos alunos; pelo pleno acesso ao ensino remoto por nossos alunos, para que todos os alunos tenham acesso aos tablets, com internet, que até hoje ainda não chegaram para todos como o governo prometeu em campanha de forma demagógica; por vacina para todos - lutando pela quebra das patentes -; por condições sanitárias adequadas nas escolas; pela maior contratação e efetivação, sem a necessidade de concurso público, das trabalhadoras da limpeza. Somente a nossa unidade pode mostrar para o governo que somos nós, as comunidades escolares, que, de fato, podemos decidir quando e como deve se efetivar essa reabertura e o que é preciso para manter o acesso e um ensino efetivo - de qualidade - para todos os estudantes.

Veja também: Carta de uma educadora em greve pela vida há 105 dias na cidade de São Paulo

Por isso, nós do Movimento Nossa Classe Educação, chamamos todas e todos a se juntarem conosco nesta terça-feira, 01/06, às 11 horas, em frente à Câmara Municipal, da Vigília da Negociação, pelas vidas da comunidade escolar e pela devolução integral de nossos salários e fim dos cortes de ponto, além do atendimento de nossas reivindicações! E exigimos que nenhuma decisão sobre os rumos de nossa luta aconteça pelas nossas costas pelas mãos do Fórum das Entidades sindicais. Assembleia unificada com pleno direito de participação da base da categoria já, além de um fundo de greve efetivo enquanto não houver garantia da devolução integral de nossos vencimentos!

Leia também: SIMPEEM: ninguém vai calar nossa voz! Assembleia Geral Democrática e Fundo de Greve Já!.




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