FORA BOLSONARO, MOURÃO E OS MILITARES

Nossa luta precisa ser por Fora Bolsonaro, Mourão e os militares

Frente aos atos que estão sendo chamados para o dia 19J, é preciso afirmar: nossa luta precisa ser pelo Fora Bolsonaro, mas também contra Mourão e os militares, apoiadores do governo que querem descarregar a crise nos trabalhadores e são ferrenhos saudosistas da sangrenta ditadura militar.

quinta-feira 10 de junho| Edição do dia

Foto: Bruno Batista /VPR

Bolsonaro é responsável direto pela crise econômica, social e sanitária que estamos vivendo. Seu negacionismo asqueroso sempre foi escancarado, chamando a pandemia de “gripezinha” e ridicularizando quem pôde fazer isolamento social. Seu governo, no entanto, não caminha sozinho. Mourão, vice-presidente, junto com os militares, são apoiadores de todos os seus ataques, cortes e reformas. Carregam o mesmo projeto de Bolsonaro: descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre.

Recentemente vimos o exército aceitando a ridícula justificativa de arquivar o processo administrativo de Pazuello por ter participado do ato em apoio a Bolsonaro de que o ato do qual participou não tinha “viés político”, pois Bolsonaro não está filiado a nenhum partido político. Ou seja, esse encobrimento só mostra o compromisso entre Bolsonaro e o Alto Comando do Exército, porque essa instituição sustenta e é parte dos interesses bolsonaristas na Amazônia, que levam a medidas militares ofensivas contra os Yanomamis em Roraima, por exemplo.

Bolsonaro é fruto do golpe institucional de 2016, que veio para aplicar ataques ainda mais duros do que já estavam sendo aplicados pelo PT. O STF, congresso nacional e diversos governadores como Doria foram atores e entusiastas desse golpe. Por mais que tentem se colocar como oposição ao governo federal agora, não é novidade que eles concordam com a agenda de ataques do governo federal. Um exemplo disso foi o amplo acordo de todos esses setores com a Medida Provisória de Bolsonaro que permitiu corte de salários e suspensão de contrato em meio à pandemia.

Nesse cenário o único caminho para enfrentar essa agenda de ataques e o negacionismo do governo é com a luta. Após o dia 29M, temos que debater como seguir para que nossa mobilização não seja para desgastar o governo e preparar as eleições de 2022 como querem as direções burocráticas. A crise exige uma saída para agora com base na auto organização dos trabalhadores em unidade com a juventude, com uma agenda de mobilizações e uma paralisação nacional.

Veja mais: Centrais sindicais convocam atos no dia 18/06: construir pela base e unificar com a juventude




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