Política

BANCADA REVOLUCIONÁRIA

"Nossa bancada vem da unidade da classe trabalhadora, não da unidade com golpistas"

A frase é de Diana Assunção, dita hoje no lançamento da pré-candidatura da Bancada Revolucionária de Trabalhadores, evento que contou com a participação de 600 pessoas.

domingo 13 de setembro| Edição do dia

Ocorreu neste sábado, 12, o lançamento da pré-candidatura da bancada revolucionária de Trabalhadores, impulsionada pelo MRT através de filiação democrática no PSOL. Contou com Diana Assunção, Letícia Parks, Marcello Pablito e 600 trabalhadores de diversas categorias, estudantes, intelectuais e artistas.

Veja: Mais de 600 pessoas no lançamento da Bancada Revolucionária de Trabalhadores em São Paulo

Segundo as palavras de Diana Assunção: "Essas eleições são municipais, mas ao mesmo tempo são eleições com bastante peso nacional, pois são a primeira desde a eleição de Bolsonaro, acontecem em meio à pandemia e ainda dentro desse regime golpista”. Diana aponta que elas se passam em momento no qual os trabalhadores estão sob constantes ataques do estado e dos empresários, em que se sente cada vez mais o peso da reforma trabalhista e da reforma da previdência. Por isso, Diana aponta que é necessário organizar a luta dos trabalhadores para resistir aos ataques desse governo.

Para essas lutas, Diana colocou a necessidade de os trabalhadores, em suas lutas, se enfrentarem com as direções burocráticas das centrais sindicais, que estiveram em quarentena ignorando a realidade dos trabalhadores, enquanto Bolsonaro e Paulo Guedes nos atropelam com seus ataques para favorecerem os grandes capitalistas. Levantou a necessidade de que os trabalhadores se auto-organizem para barrar essas grandes reformas.

“A gente quer defender propostas para uma São Paulo para os trabalhadores. [...] Imaginem vocês se toda a população se organiza para revogar todos os ataques, como a reforma trabalhista, a reforma da previdência, e impor que todo o juiz ganhe como uma professora. (...) Precisamos que os trabalhadores sejam quem toma as decisões no país, quem decide esse tipo de coisa e, por isso, a bancada defende uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, imposta pela nossa luta, para que não sejam os capitalistas que escolham os rumos da economia e da política do país. Nós precisamos alterar as regras do jogo, e não apenas os jogadores."

Como fundadora do grupo de mulheres Pão & Rosas do Brasil, Diana deu grande peso em sua fala às lutas das mulheres exploradas, terceirizadas e precarizadas, sobretudo as mulheres negras, que estão sempre na principal mira dos capitalistas para atacar. Disse: “O patriarcado e o capitalismo estão aliados contra as mulheres trabalhadoras, que morrem em clínicas de abortos clandestino, as que sofrem com a dupla jornada de trabalho, as mulheres negras que sofrem com o racismo e não aguentam mais sofrer e ver seus filhos mortos pelas mãos da polícia [...] Nós queremos que todas as mulheres, as mulheres trans, as trabalhadora, as negras, sejam a linha de frente dessa batalha que estamos tomando, que levem essa luta para todos os cantos de São Paulo. O nosso feminismo não é o da Joice Hasselmann, da Sara Winter, da Damares Alves. Nosso feminismo é o das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, e não das mulheres que oprimem as mulheres trabalhadoras.”

A bancada tem como destaque em seu programa a igualdade salarial entre homens e mulheres, negros e brancos, além de o direito ao aborto legal, seguro e gratuito.

A atividade de lançamento contou com a participação de 600 pessoas, teve a participação de trabalhadores terceirizados, trabalhadores de aplicativo, trabalhadores da USP, bancários, metroviários, professores, intelectuais, estudantes e artistas. Contou com diversas saudações ao vivo e em vídeo, como a do entregador Galo, a do professor Vladimir Safatle, professora Beatriz Abramides, além de importantes saudações como as dos trabalhadores Claudomiro (metroviário), Marlete (professora), Cida (mãe da ex-funcionária da Feusp Cícera, assassinada pela polícia racista) e outros.

A atividade foi um grande êxito e deu início à batalha da Bancada para construir essas ideias, fortalecendo uma voz dos trabalhadores, dos negros, das mulheres e de todos setores oprimidos e explorados nestas eleições em São Paulo.




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