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GREVE NOS TRANSPORTES | Nossa Classe Metroviários: construir na base a greve unificada dos transportes

O Movimento Nossa Classe veio defendendo uma paralisação unificada de todos os trabalhadores do transporte no dia 20, unificando com as demais categorias de São Paulo, e de várias capitais do país que estão se mobilizando, como os metroviários de Brasília que entraram em greve ontem (18/04)

terça-feira 20 de abril | Edição do dia

São mais de 370 mil mortos no país, entre eles dezenas de metroviários de SP, onde tiveram mais de 1000 afastamentos por Covid, e não pararam de trabalhar nem um dia. A luta por vacinas e condições seguras de trabalho é parte da luta por vacina para todos, com a quebra das patentes e a intervenção estatal nas indústrias farmacêuticas pra produzir em massa sob controle dos trabalhadores, e por medidas de emergência, como a paralisação das atividades não essenciais com liberação remunerada dos trabalhadores e um auxílio de pelo menos um salário mínimo durante a pandemia.

A inclusão de parte dos trabalhadores na vacinação foi uma importante mostra da força dos metroviários contra Doria. Ao mesmo tempo, o governo do Estado deixou de fora parte dos trabalhadores, e por enquanto os rodoviários, pra nos dividir. Não vão vacinar os que tem menos de 47 anos e estão na linha de frente, nas estações, quando as manchetes dizem que a maioria absoluta dos internados nesse momento por Covid nas UTIs tem menos de 40 anos. Doria faz demagogia frente ao negacionismo de Bolsonaro, mas ambos jogam milhares por dia na morte.

A posição do Movimento Nossa Classe é que seria necessária uma a greve unificada dos trabalhadores dos transportes amanhã, mas como as diretorias do Sindicato do Metroviários e dos demais não mobilizaram, foi necessário defender um novo indicativo para o dia 27, que a diretoria não aceitou colocar em votação. A proposta da maioria da diretoria colocada na assembleia encerra na prática a construção da greve e da luta pela vacinação de todos, não aponta uma nova data para a construção da greve, não aponta sequer uma nova assembleia, nem setoriais, e vai contra a unidade com os demais trabalhadores dos transportes. Ao mesmo tempo, não permitiram que fosse colocada nenhuma outra proposta alternativa de mobilização, como as que defendemos abaixo.

O Movimento Nossa Classe veio defendendo uma paralisação unificada de todos os trabalhadores do transporte no dia 20, unificando com as demais categorias de São Paulo, e de várias capitais do país que estão se mobilizando, como os metroviários de Brasília que entraram em greve ontem (18/04). Foi proposto um comitê de luta dos trabalhadores dos transportes, com representantes eleitos na base de cada categoria, e que o Sindicato dos Metroviários chame os trabalhadores rodoviários e ferroviários a participarem. Seria um ponto de apoio para os trabalhadores dessas categorias na luta pra superar essas burocracias. E a partir disso poderia chamar os demais trabalhadores dos transportes, uberizados, entregadores, pra unir a nossa classe, unir as categorias mais organizadas com os trabalhadores precarizados que mais estão sofrendo com a crise.

Pode te interessar: Mobilização de metro-ferroviários de SP conquista vacina para parte dos trabalhadores: é possível ir além!

O Movimento Nossa Classe batalha pela unidade dos trabalhadores e do Sindicato dos Metroviários na luta. Mas infelizmente nenhum setor da diretoria, nem da esquerda, das Chapas 2 (PSTU, MES, LSR e independentes) e 3 (Resistência, Chega de Sufoco e independentes) defendem o direito democrático de que os trabalhadores possam colocar propostas em votação. Só pode ser colocado em votação o que a maioria da diretoria concordar e quiser. Por isso é necessário defender assembleias democráticas em que os trabalhadores possam falar e colocar as propostas em votação, reuniões de base e setoriais para construir de verdade a luta na base. Porque a democracia e a organização de base são as melhores formas de termos a unidade dos trabalhadores na luta!

Veja abaixo a defesa feita por Fernanda Peluci da Chapa 4 - Nossa Classe na assembleia, de medidas para realmente construir a luta pela vacinação e por medidas emergenciais contra a pandemia, em defesa de toda a população, por um comitê de luta dos trabalhadores dos transportes, com representantes eleitos pelos trabalhadores na base de cada categoria, por assembleias democráticas onde os trabalhadores possam falar e colocar propostas em votação, e por setoriais e reuniões de organização e mobilização na base.




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