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3 DE JULHO | Nos atos do 3J rechaçamos a presença do PSDB, que ajudou a eleger Bolsonaro e aplicar reformas

Nesta quinta-feira, 1, o PSDB anunciou que irá se somar aos atos do dia 3 de Julho. Ao contrário do que pensa o PSOL, PSTU, UP e PCB, que assinaram junto à direita o super pedido de impeachment, nós do Esquerda Diário sabemos que nossa aliança não pode ser com os que nos atacam, como o PSDB. A unidade para derrotar Bolsonaro, Mourão e o regime do Golpe deve ser de classe, unificando trabalhadores, juventude, indígenas e movimentos sociais.

quinta-feira 1º de julho | Edição do dia

Estamos vivendo uma imensa crise sanitária, econômica e social, com mais de 500 mil mortes por Covid e com a fome e o desemprego em números escandalosos. Não é novidade que essa situação é responsabilidade de Bolsonaro e Mourão, que não ligam para a vida do povo pobre. Isso ficou explícito na última semana com os escândalos de propina na compra de vacinas, que aumentou o descontentamento da juventude e trabalhadores com o governo, que já estava se expressando nas ruas nos dias 29M e 19 de junho.

Em meio a esse cenário existe um ponto essencial: essa crise não nasceu do nada. Bolsonaro é um representante da burguesia e da extrema direita, mas ele veio para aprofundar o projeto do golpe institucional de 2016, que veio para aplicar ataques ainda maiores do que aqueles que o PT aplicava. O golpe, assim como Bolsonaro, veio com um único objetivo: descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre.

Diante disso é preciso relembrar que o PSDB foi um ferrenho defensor do Golpe, assim como apoiou a eleição de Bolsonaro (quem esqueceria o Bolso Doria?). Agora frente ao ato dia 3 busca salvar sua cara confirmando presença nas manifestações para tentar se colocar como oposição ao governo federal, como Doria vem fazendo, mas isso não passa de um teatro, pois esse partido concorda com todas as reformas anti trabalhador de Bolsonaro.

Dória em seu período na prefeitura, quis alimentar as crianças na escola com “ração humana”, uma farinata. Tentou aprovar a reforma da previdência dos servidores municipais e não conseguiu na primeira tentativa. Foi Bruno Covas, já quando Doria saiu da prefeitura para concorrer ao cargo de Governador, que aprovou esse duro ataque aos professores e servidores municipais em 2018. Também foi ele que às vésperas do natal de 2019 demitiu em massa trabalhadoras terceirizadas da escolas, diminuindo para menos da metade o quadro de trabalhadoras e aumentando ainda mais a carga de trabalho.

Veja mais: Greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte

Contra Bolsonaro, Mourão e o regime do golpe, precisamos confiar apenas nas nossas forças, exigindo das centrais sindicais, principalmente à CUT (PT) e CTB (PCdoB), e também à UNE (majoritariamente dirigida pelo PCdoB e PT), assembleias de base em todo o país nas quais os trabalhadores e juventude pudessem ter direito a voz e voto para que nossa luta não seja capitalizada para eleger Lula em 2022, que não é uma saída para a crise. Agora é o momento de construir na base a nossa auto organização, preparando uma greve geral para barrar todos os cortes e reformas, e não de aceitar estar nas fileiras do PSDB e de outros partidos da direita, como fez o PSOL, PSTU, PCB e UP ao assinar o super pedido de impeachment ao lado de partidos como MBL, DEM e PSL que colocaria Mourão, saudosista da ditadura militar, no poder.

Pode te interessar: PSOL, PSTU, UP e PCB: pedem impeachment com a direita, na contramão de fortalecer a luta




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